Como o Snyderverso se encaixa no Multiverso

Como o Snyderverso se encaixa no Multiverso
Que a DC tem muitos planos para o futuro, nós não temos dúvidas. Em meio a tantas produções anunciadas, seja seguindo a linha do novo DCEU, ou seja com projetos mais à parte, como The Batman ou Coringa, uma pergunta que muitos podem levantar é: como as obras de Zack Snyder e mais filmes, solicitados pelos fãs, do universo planejado pelo diretor, poderiam se encaixar nisso tudo?

Quando a Warner decidiu montar o universo cinematográfico dos personagens da DC, em meados de 2012/2013, ela queria aproveitar o universo já estabelecido do Batman, de Cristopher Nolan e desenvolver algo em que as obras, a partir dali, se conectassem. Nolan afirmou que não tinha pretensão de fazer parte de algo conectado e queria que suas obras ficassem isoladas, bem como havia planejado. Mesmo sem interesse de ser um dos cabeças dessa nova empreitada, ficou de indicar alguém que considerava capacitado para assumir e comandar um vindouro universo em expansão. E foi o que fez. Sua indicação foi Zack Snyder.Snyder, então, foi contratado pela Warner Bros. para ser diretor de O Homem de Aço e, dali em diante, o responsável em arquitetar aquele universo. Como o próprio Zack disse, sua ideia era montar um arco de 5 filmes, indo de O Homem de Aço à Liga da Justiça: Parte 3. As obras de outros diretores, como Patty Jankins, James Wan, David Ayer e qualquer outro diretor à frente de um filme solo, serviriam de expansões daqueles personagens, em paralelo com a saga principal de Darkseid. Terminando sua saga com Flashpoint, abriria espaço para futuros diretores assumirem aqueles personagens e fazerem suas adaptações como desejassem, inclusive criando novas realidades, mesmo que do zero.

Depois que Zack deixou seu posto de comandante do universo cinematográfico da DC, por perder sua filha, em 2017, tendo sido despejado covardemente pelo estúdio, além dos vários contratempos e mudanças na Warner, nesse período conturbado, muita coisa mudou. Os diretores e seus respectivos projetos foram cancelados pela própria incompetência dos executivos. O que vemos, desde sua saída, é um estúdio atirar para todos os lados, apostando em projetos aleatórios que, muitas vezes, não se sabe qual a conexão entre os filmes recém-lançados e os anteriores, demonstrando pura falta de planejamento. Veja bem, Shazam tem elementos da Era Snyder, mas não está diretamente ligado aos seus filmes. O próprio Snyder Cut (Liga da Justiça de Zack Snyder) não é considerado canônico dentro do universo regular, mas que é diretamente ligado ao final de Batman vs. Superman, que ainda é canônico. Confuso, não?!Ano-após-ano, as obras lançadas se afastam cada vez mais dos planos iniciais para aqueles personagens. Com mais filmes sendo anunciados, mais destoantes da visão do diretor, este universo está. Diante deste cenário, como seria o retorno de Zack Snyder e a continuação daquele universo iniciado por ele, em meio a tanta mudança de rumos na concepção atual? A resposta para essa pergunta, seria explorar o Multiverso.

Mas, afinal, o que significa Multiverso?

Em nossa ciência existe a chamada “Teoria das Cordas” ou “Teoria de Todas as Coisas”. Se uma pessoa observar ao longe um largo deserto, inicialmente verá como um grande mar amarelado a sua frente. Mas, à medida em que se aproxima daquele deserto, verá que aquela imensidão amarelada é composta por vários minúsculos grãos de areia. Desse modo, sabemos que cada grão daquele é formado por partículas ainda menores, chamadas de átomo. A estrutura do átomo é constituída por partículas ainda menores, chamadas de prótons, nêutrons e elétrons. Os prótons e nêutrons são formados de um partícula subatômica chamada Quark. De acordo com a Teoria das Cordas, o Quark é formado de filamentos de energia semelhante às cordas vibrantes. Uma analogia a isso, seria algo perecido ao que se vê em um violão, tendo cada corda do instrumento musical possuindo um tom sonoro diferente, onde as cordas das partículas de Quark seriam essas cordas vibrando em diferentes frequências, em diversos padrões, produzindo as diferentes partículas que regem o nosso mundo. A principal consequência da Teoria das Cordas está em afirmar que a demonstração matemática não funcionaria em um universo com três dimensões (altura, largura, comprimento), mas em várias dimensões espaciais.Diferente daquilo que podemos perceber, para a matemática é perfeitamente possível que existam infinitas dimensões dobradas, uma sobre a outra. Por isso, a Teoria das Cordas ficou famosa, por sugerir a existência de muitas dimensões, além da que conhecemos. Até o momento, estima-se que haja a existência de 11 dimensões. Alguns cientistas mais corajosos, no entanto, propõem a existência de 27 dimensões de espaço-tempo.Com isso, mesmo que ainda não esteja comprovada, a Teoria das Cordas trouxe-nos a possibilidade da existência de mais de um universo relacionado ao que vivemos. Assim, a possibilidade de existir vários universos paralelos, preencheriam o conceito de Multiverso. Ou seja, a capacidade de várias versões do planeta Terra, coexistem, ao mesmo tempo, dentro de infinitas possibilidades, sendo um conjunto de vários universos existindo dentro de Toda a realidade. Na prática, se fosse comprovado tais existências de realidades paralelas, seria como coexistir uma versão de si em nossa realidade como médico e em outro universo, sua versão ser um advogado. De modo geral, a possibilidade de infinitas terras ou universos paralelos, seria o reflexo do nosso universo atual com algumas mudanças ou variações.Sendo assim, a Warner Bros., daqui para frente, abrirá as portas do conceito de Multiverso, para abordar diferentes versões dos vários personagens da DC. Com isso, será possível ver o mesmo personagem com uma abordagem e visão artística diferentes. Um dos exemplos recentes para ilustrar esse acontecimento é o próprio personagem Batman. Só esse ano, ele ganhará mais um novo filme solo, chamado The Batman, que não terá ligação alguma com os outros filmes, como The Flash, que apresentará outros dois Batmen, um sendo de Michael Keaton, pertencente à visão do Tim Burton, e o outro de Ben Affleck, pertencente à visão de Zack Snyder. Ambos, completamente diferentes da visão de Matt Reeves. Outro exemplo é o personagem Coringa, que recebeu uma adaptação em Batman, o Cavaleiro das Trevas, Esquadrão Suicida (que diga-se de passagem, não é o verdadeiro filme) e Coringa, de Todd Philips. Eles possuem jeitos, visões e universos diferentes. Assim, o Multiverso da DC planeja apresentar seus personagens das diferentes formas possíveis, sob o olhar único e exclusivo de cada artista, diretor e roteirista.

O Multiverso da DC

Parando para pensar, diante dessa vastidão existencial sobre um conceito que aborda múltiplas realidades paralelas acontecendo ao mesmo tempo, com nuances e características únicas de um mesmo personagem em cada universo, por que a visão, iniciada por Zack Snyder, não pode continuar, trazendo uma conclusão ao seu arco planejado?Outro conceito que existe, dentro da própria DC, é o conceito de ElseWorld. A DC tem uma linha contínua de tempo, onde seus personagens vivem em um mesmo universo. O Elseworld seria a capacidade de estórias se passando com esses mesmos personagens em um mundo à parte, eventos que não contariam com, ou se conectariam com a cronologia principal, podendo ser o que quiserem. Na prática, o DCEU é chamado de universo principal e as obras como The Batman e Coringa são mundos à parte, pertencem ao ElseWorld, abrindo o conceito de realidades paralelas e universos infinitos (multiverso).

Já que está muito clara a intenção da Warner Bros., em não seguir mais com a visão de Zack Snyder para seu universo principal, o DCEU, por que não tornar as obras do diretor em um ElseWorld, como The Batman ou Coringa, sendo mais um mundo à parte e ganhando um selo separado?Vale lembrar que a própria Ann Sarnoff, CEO da WarnerMedia, em entrevista a Variety, afirmou que o conceito de Multiverso a ser explorado, futuramente, nas adaptações em Live Action, era dar aos diretores e criadores a capacidade deles adaptarem os personagens da DC com suas visões únicas e especiais, para que não ficasse maçante ou repetitivo, ou cansar o público em geral com o tempo com este gênero de super-herói. É justamente nessa capacidade de deixar o artista imprimir a sua visão, que está a graça na renovação do personagem. Afinal, não é assim nos quadrinhos, com décadas de escritores diferentes na era de Ouro, Prata, Bronze, ou Os Novos 52 e Renascimento? Cada escritor coloca o seu ponto de vista, revitaliza, renova, reboota e aborda diferentes facetas de um mesmo personagem! Por que, então, a versão de Zack Snyder não pode ser mais uma, dentre tantas?Podemos encontrar estórias do Batman jovem, do Batman velho e carrancudo, do Batman do futuro, do Batman no século 19, do Batman que ri, como também, origens diferentes para a Mulher-Maravilha, uma sendo do barro e a outra filha de Zeus, ou até estórias de uma Liga da Justiça Zumbi ou como Dinossauro. As possibilidades são infinitas e libertadoras! Por que a visão de Zack Snyder não pode existir, dentre essas infinitas possibilidades que o Multiverso é capaz de proporcionar?Da mesma forma como Matt Reeves ou Todd Phillips ganharam, não há razões ou motivos para que Zack Snyder não ganhe, também, essa mesma oportunidade, ainda que como ElseWorld chamado SnyderVerso: um galho na vasta existência do Multiverso.


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Ex-Colaborador Marcelo

Percebi que o bom da vida muito se encontra na arte. Sou apenas alguém que a observa e a deixa se comunicar, permitindo que sua graça se transmita a eu sentir sua excelência. Sendo assim, ela fala sem dizer nada, e na voz do seu silêncio, tornou-se minha amada. Foi assim que descobri gosto por obras primas como O Senhor dos Anéis, Star Wars e DC. E nesse mundo da imaginação, sou aquele fortemente ligado a fantasia e ficção.

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