Crônicas: Episódio 7 | Do sofrimento da culpa à graça do perdão – A Ascensão do Cyborg

Crônicas: Episódio 7 | Do sofrimento da culpa à graça do perdão – A Ascensão do Cyborg

Olá, pessoal! Como vão? Em nosso sétimo episódio, apresentaremos a segunda parte do nosso título “Do sofrimento da culpa à graça do perdão” iniciado na semana passada, em detalhar como nossos queridos personagens passaram de um processo doloroso, em algum momento de sua vida, e se levantarem mais fortes e renovados, posteriormente.

Victor Stone, um jovem sagaz, inteligente e promissor jogador de futebol americano, sempre sentiu, desde muito novo, um certo vazio em sua vida. Uma falta que, talvez, tentasse suprir com outras atividades ou afazeres. Mas, no final das contas, mantinha-se no mesmo estágio inicial: sozinho.

Era o tipo de garoto que tentava conseguir a atenção de seu pai, que não se atentava ou se preocupava com o que ele fazia, escolhia ou gostava. Victor, cada vez mais, se sentia como alguém descartável, sem importância, substituível. Avistava seu pai gastar horas e horas em seu trabalho, enfiado nos livros, textos, experimentos, com afinco e dedicação, mas não via o mesmo esforço com o próprio filho. Como por exemplo, assistindo-o em uma partida de seu esporte favorito.

Sua mãe e companheira em todos os momentos, Elinore Stone, ao contrário de seu pai, sempre esteve presente no que fazia, o que o deixava furioso com seu pai, pois embora ele fosse um cientista ocupado, sua mãe também era. No entanto, diferente de seu pai, ela sempre conseguia conciliar a vida profissional com a familiar, estando presente nas coisas das quais fazia parte.

Com a ausência e indiferença sentida pelo desprezo de seu pai, gerou grande revolta dentro de si, sentindo-se totalmente descartável e rejeitado. A morte de sua mãe foi o estopim para explodir em indignação, culpando seu pai e jogando a responsabilidade nele por nunca estar presente, pois acreditava que, se em algum momento fosse, tudo poderia ter sido diferente.

Modificado, transformado, alterado, Victor se via, não como um humano normal, mas como uma aberração. Metade homem e metade máquina, renascendo como um Cyborg. Seu furor era constante por enxergar todos os seus sonhos, planos e projetos jogados na lama. Seu maior sonho em ingressar na vida profissional, sendo um atleta e seu maior prazer pela prática esportiva, lhe haviam sido usurpados. Agora, também teria que conviver com sua aparência que julgava horrenda, achando-se um estranho, um esquisito que apavora as pessoas. Além da morte de sua amada mãe, também culpava seu pai por ter arrancado sua vida anterior, de si.

Ao sentir o peso da responsabilidade e do poder que ganhou de seu pai, pela caixa-materna, visualiza como ele pode, mesmo com seu ódio latente e indignação de sua nova forma, ajudar e fazer a diferença na vida das pessoas. Com a ameaça do Lobo da Estepe e a iminente invasão e, posteriormente, a destruição do planeta, Victor não encontra opção melhor, a não ser usar de suas novas habilidades para conter o perigo que se aproximava.

Seu pai, completamente arrependido, desde que o trouxe de volta, quase morto, tenta constantemente recompensar por suas falhas e erros do passado, buscando ajudar no que fosse necessário, para que seu filho pudesse se sentir bem outra vez. Seu sentimento de culpa implicou em uma medida extrema. Victor, abalado pela entrega de seu pai, vendo-o ser pulverizado para que pudessem ter uma chance de vitória, enxergou o quanto ele, apenas, queria se desculpar, realizando um ato de sacrifício, como pedido de perdão.

Rejeitando, inicialmente, a mensagem que seu pai lhe deu, por meio de um gravador, somente no momento de maior culpa, Victor pôde entender o quanto seu pai se importava e o quanto o amava. A clareza recai sobre seu olhos e ele enxerga que o que seu pai lhe proporcionou, não foi uma maldição, mas uma grande bênção.

O sentimento de culpa que morava em seu coração, se esvaiu, levado com o vento, como as areias do deserto, pelo seu heroísmo e dedicação de ver que seu pai não apenas o trouxe de volta à vida, como entregou a sua pelo seu filho. Victor, pela primeira vez, olha para si, não como uma aberração que detestava, mas como uma dádiva agraciada, sentindo-se completo por encontrar o perdão.

Renascido, renovado, saindo do molde de um simples humano, Victor encontra seu novo propósito de vida, livre de ressentimentos. Agora, se tornaria um Cyborg, o mestre soberano de 0 e 1, assumindo seu lugar entre os corajosos.


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Ex-Colaborador Marcelo

Percebi que o bom da vida muito se encontra na arte. Sou apenas alguém que a observa e a deixa se comunicar, permitindo que sua graça se transmita a eu sentir sua excelência. Sendo assim, ela fala sem dizer nada, e na voz do seu silêncio, tornou-se minha amada. Foi assim que descobri gosto por obras primas como O Senhor dos Anéis, Star Wars e DC. E nesse mundo da imaginação, sou aquele fortemente ligado a fantasia e ficção.

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