Refutando Haters: Episódio 11 l A Liga da Justiça não é assassina

Refutando Haters: Episódio 11 l A Liga da Justiça não é assassina

Olá, pessoal! Como vão? Em nosso décimo primeiro episódio do quadro Refutando Haters, abordaremos uma frase que beira o absurdo, quando se trata da maior equipe da DC. Recentemente, um internauta no Twitter teve a cara-de-pau de afirmar que “não defende uma Liga da Justiça assassina“. Mas, será que ele sabe o que o próprio termo significa?

Ao procurar no dicionário a definição da palavra “assassino”, encontramos o seguinte: “Assassino ou assassinato é o ato ilegal de tirar a vida de outro ser humano sem justificativa ou desculpa legal válida, especialmente com malícia premeditada“.

Clark, ao quebrar o pescoço de Zod e impedir seu genocídio na Terra, não realiza este ato a bel prazer, com satisfação em seus olhos ou sorriso no rosto. Ele o mata como um único meio cabível de que pessoas inocentes não morressem, protegendo qualquer vítima da loucura e insanidade de Zod. Para maior e melhor compreensão do personagem, leiam o nosso episódio 4 do quadro Crônicas: A majestosa compaixão do Homem de Aço e o nosso episódio 3 do Refutando Haters, Superman destruiu Metrópolis, no filme “O Homem de Aço?

Bruce, ao perseguir e punir os bandidos em BvS, é um Batman quebrado, frustrado, que caiu em profunda desilusão em seu combate contra a corrupção. E nessa amargura diária trouxe, para si, a dureza de coração. Mas, em nenhum momento, ele persegue civis ou, digamos, “pessoas de bem” para puni-las, afinal no próprio filme, uma civil afirma que quem tem medo dele, são as pessoas que têm motivos para isso. Quem perdeu, sugiro a leitura, também, dos nossos episódio 7, de Refutando Haters, O Batman do Ben Affleck não é ruim porque ele mata; e episódio 10, chamado O Batman em BvS não é burro, tampouco o ‘Salve Martha’ é péssimo.

Diana, conhecida também como Mulher-Maravilha, em sua vida inteira, foi treinada como guerreira, desde criança. Sua vivência sempre foi no manejo de armas e táticas de combate, aperfeiçoando sua performance para liquidar seu oponente. Ele mesma afirma, em BvS, que já tinha matado criaturas de outros mundos. Nota-se que ela já presenciou inúmeros combates em sua vida com diversas criaturas e venceu todos eles. No entanto, esse estilo de vida não transforma as Amazonas, ou mesmo Diana, em assassinas.

Um bom exemplo para explicar isso, seria puxar o universo criado por George Lucas e relembrarmos a famosa franquia “Star Wars”, de modo a enxergar a atuação dos Cavaleiros Jedi. Eles são tidos como o guardiões da paz, que buscam pelo zelo, harmonia, integridade, justiça e são treinados, desde crianças, no caminho da força, manejando seus sabres de luz, para manter a paz entre os mundos. O próprio Obi-Wan Kenobi, mestre Jedi e um dos mais formidáveis da Ordem, afirma que não é porque são guardiões da paz que eles não possam se defender. O mesmo personagem, ainda, para conter uma ameaça Sith, cortou ao meio com seu sabre de luz, uma potencial ameaça do lado sombrio, ascendendo com Darth Maul. Ao fazer isso, não transformou Obi-Wan em um assassino. Assim também são as Amazonas que usam armas e lutam sempre pela manutenção das virtudes e dos valores.

Ultimamente, se tornou um escândalo e um absurdo um herói matar. Mas, aqueles que acusam como sendo algo abominável, não conseguem ter a capacidade de ver, simplesmente, a causa, o motivo e a circunstância que levou o herói a isso. É muito fácil dizer: “Nossa, esse Superman é um assassino por quebrar o pescoço de alguém” e não ter a honestidade em afirmar que ele apenas fez isso para que vidas inocentes não se perdessem, ou que “o Batman mata os bandidos por prazer” sem ver o histórico e o background que o levou a isso. O mesmo se aplica à Mulher-Maravilha.

Não é o ato de matar que torna alguém um assassino. O assassino é a pessoa que mata a sangue-frio uma pessoa inocente, que não se importa com a vida alheia, que coloca seus objetivos pessoais acima de qualquer vida, que passa por cima de qualquer um para alcançar o seu objetivo e que não mede esforços, independente se vai destruir ou prejudicar uma vítima. E, sem sombra de dúvidas, isso não se aplica aos membros da Liga da Justiça.

Constantemente, o que mais se aplica ao grupo é o quanto se importam com aqueles que não podem se defender, com os mais fracos, com os mais impotentes, ou o quanto cada membro supre ou agrega na vida de cada um da equipe. Seja o Superman se entregando duas vezes pela humanidade, o Batman revitalizando sua esperança nos homens, a Mulher-Maravilha reaparecendo com otimismo depois de seu exílio, Aquaman, mesmo durão, demonstrando compaixão a um dos membros que perdeu o pai, seja o Flash encontrando amigos para sua solidão ou o Ciborgue achando o perdão. Isso, sim, representa a Liga da Justiça.

O fato de o Aquaman empalar o Lobo da Estepe nas costas com seu tridente, o Superman mandá-lo de volta pelo portal dimensional, à sua frente, com um soco e a Mulher-Maravilha aproveitar a deixa, e no ar, usar sua espada para cortar a cabeça de um invasor, não os tornam assassinos.

O Lobo da Estepe não só chamaria o maior vilão da DC e sua armada, como também destruiria a planeta inteiro em chamas e forçaria a todos os seres vivos sucumbirem à sua vontade, pela equação Anti-Vida. Lutar contra essa mal que se mostra impiedoso, cruel, bárbaro, que almeja controle, matando um dos seus membros, não é algo terrível. Afinal, ninguém culpou a Sociedade do Anel por matar e apunhalar orcs ou qualquer membro do exército de Sauron, por serem a resistência contra o controle do Um Anel. Assim como Sauron, Darkseid busca conquista e submissão de todas as raças. E assim como tampouco Aragorn, Legolas, Gimli ou Gandalf deixaram de ser heróis por matarem os membros do exército inimigo, a Liga da Justiça não deixou de ter heroísmo só por conta da morte do Lobo da Estepe.

Uma coisa que deve se ter em mente é que em uma guerra, haverá baixas (mortes) de todos os lados. Assim como houve com os Jedi contra o Império, com a Sociedade do Anel contra Sauron, haverá com a Liga da Justiça contra Darkseid.

Um conselho que deixo, é: deixe a ignorância, a frescura e a estupidez de lado. Essa Liga da Justiça segue os moldes de todas as grandes histórias que vieram antes dela, como Star Wars ou o Senhor dos Anéis, com grandes batalhas épicas, com inimigos poderosos surgindo, com a resistência sendo formada pelos heróis em conter uma terrível ameaça…

Em determinados momentos, os heróis de George Lucas ou J.R.R. Tolkien matam seus inimigos, mas isso, de forma alguma, os tornam assassinos, justamente pelo propósito e motivo que os levaram a tal.

Sejam os Cavaleiros Jedi ou os membros da Sociedade do Anel, eles servem à moralidade, à justiça, à decência e à nobreza, assim como a Liga da Justiça que simboliza o exponencial de ressaltar o melhor em nós, o conceito de enobrecer e engrandecer nossos corações.


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Ex-Colaborador Marcelo

Percebi que o bom da vida muito se encontra na arte. Sou apenas alguém que a observa e a deixa se comunicar, permitindo que sua graça se transmita a eu sentir sua excelência. Sendo assim, ela fala sem dizer nada, e na voz do seu silêncio, tornou-se minha amada. Foi assim que descobri gosto por obras primas como O Senhor dos Anéis, Star Wars e DC. E nesse mundo da imaginação, sou aquele fortemente ligado a fantasia e ficção.