No décimo aniversário de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, Zack Snyder voltou a falar abertamente sobre um dos filmes mais debatidos da história recente do gênero. Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, o diretor refletiu sobre a recepção polarizada da obra, suas escolhas criativas e, principalmente, sobre a conexão pessoal que mantém com o filme até hoje.
Mais do que um projeto de estúdio, Snyder deixa claro que Batman vs. Superman é uma extensão de sua visão artística. Ele não fala do longa como algo distante ou superado pelo tempo, mas como uma obra viva, que continua sendo reinterpretada, defendida e criticada com a mesma intensidade de 2016. Para o diretor, essa reação extrema nunca foi um acidente.
Desde o lançamento, o filme dividiu público e crítica. Enquanto parte da imprensa rejeitou o tom sombrio e a abordagem mitológica, outra parcela do público abraçou a proposta e transformou o longa em um fenômeno cultural duradouro. Financeiramente, o sucesso foi inegável. Artisticamente, o debate permanece aberto, e Snyder parece confortável com isso.
Quadrinhos, mitologia e a desconstrução dos heróis
Durante a entrevista, Snyder reforçou algo que sempre esteve presente em sua filmografia: sua leitura dos super-heróis como figuras mitológicas modernas. Inspirado diretamente por obras como The Dark Knight Returns, o diretor enxerga personagens como Batman
Essa abordagem ajuda a entender por que Batman vs. Superman incomodou tanta gente. O filme não glorifica seus heróis o tempo todo. Pelo contrário, ele os expõe, questiona suas motivações e revela suas fragilidades emocionais. Bruce Wayne é apresentado como um homem quebrado, incapaz de existir plenamente sem o manto do Batman. Superman, por sua vez, carrega o peso de expectativas impossíveis, sendo tratado como um deus que nunca pode falhar.
Essa desconstrução gera desconforto porque rompe com a ideia tradicional do herói infalível. Snyder defende que esse incômodo é necessário. Para ele, mitos só permanecem relevantes quando são testados, quando refletem conflitos reais e quando desafiam o público a enxergar além da superfície.
Vilões, escolhas de elenco e as polêmicas que viraram marca do filme
Outro ponto defendido por Snyder é a necessidade de ameaças reais para personagens como Superman. Vilões como Doomsday e Darkseid não são apenas obstáculos físicos. Mas símbolos narrativos capazes de gerar tensão verdadeira em um universo onde o protagonista é quase invencível.

Nenhuma discussão sobre Batman vs. Superman estaria completa sem mencionar a famosa cena do “Martha”. Transformada em meme e alvo de críticas, Snyder segue defendendo o momento como essencial. Principalmente dentro da lógica mitológica da narrativa, algo que faz sentido para quem entende a linguagem dos quadrinhos e seus símbolos recorrentes.
Para ele, a função da obra nunca foi agradar a todos, mas provocar reflexão. E talvez seja exatamente por isso que, dez anos depois, Batman vs. Superman ainda gera discussões tão apaixonadas.
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