Um retrato do ídolo e do homem por trás da lenda, equilibrando espetáculo, trajetória e os bastidores de uma carreira inesquecível.
Em algumas situações, Michael poderia ser apenas um filme comum sobre uma pessoa comum. Contudo, neste caso, o título faz referência à maior lenda do pop de todos os tempos: Michael Jackson.
Para iniciar esta crítica, acho importante lembrar que o filme é uma homenagem ao homem e ao ídolo Michael Jackson — e que quem escreve também é uma grande fã. Por isso, é difícil conter a empolgação e manter total imparcialidade em muitos aspectos. Ainda assim, é exatamente isso que tentarei fazer neste texto. Então, sinta-se sempre à vontade para discordar.
- Trailer:
- Sinopse: O filme conta a história de Michael Jackson além da música, traçando sua jornada desde a descoberta de seu talento extraordinário como líder do Jackson Five até o artista visionário cuja ambição criativa impulsionou uma busca incessante para se tornar o maior artista do mundo. Destacando tanto sua vida fora dos palcos quanto algumas de suas performances mais icônicas de sua carreira solo inicial, a produção oferece ao público uma visão do astro como nunca se viu antes.
Minhas Impressões
O longa busca apresentar a genialidade artística do cantor, além de pincelar aspectos de sua vida pessoal, acompanhando sua trajetória desde a infância até o auge da carreira, por volta de 1988, com a turnê de Bad.
Embora eu entenda que algumas pessoas considerem a obra superficial em certos momentos — como ao retratar a relação abusiva com seu pai durante a infância ou o interesse excessivo de Joe Jackson pela fama do filho —, pessoalmente não senti necessidade de um aprofundamento maior nesses pontos. Para mim, quem acompanha a carreira do Rei do Pop já conhece bem esse lado da história.
Por outro lado, mesmo apresentando os períodos mais importantes de sua trajetória, senti que Michael (o filme) ficou um pouco corrido. Um exemplo disso, na minha visão, é a falta de contextualização mais clara sobre momentos icônicos, como a gravação de We Are the World, que reuniu grandes artistas dos anos 80 e teve enorme impacto musical e social, consolidando ainda mais o sucesso global do cantor.
O que esperar?
Um dos aspectos que mais me chamaram atenção em Michael (o filme), foi a maquiagem — com seus altos e baixos. No caso dos atores que interpretam Michael, tanto na infância quanto na fase adulta, eu realmente me impressionei: em muitos momentos, parecia estar vendo o próprio artista em cena.
Porém, nem tudo funciona tão bem. A caracterização de Colman Domingo como Joe Jackson, na minha opinião, deixou a desejar. Para mim, em vez de transmitir fidelidade, acabou lembrando uma mistura curiosa entre Little Richard e Rick James — o que quebrou um pouco a minha imersão.
Ainda sobre o elenco, eu faço questão de destacar os intérpretes de Michael. O jovem Juliano Krue Valdi me convenceu bastante ao dar vida ao artista na infância. Já Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, também me pareceu uma escolha muito acertada para a fase adulta, não só pela semelhança física, mas pela forma como incorpora o legado do tio. Em algumas músicas, ele mesmo canta, embora boa parte utilize gravações originais.
O figurino também me agradou bastante. As roupas são recriações fiéis dos trajes icônicos usados pelo artista ao longo da carreira. Eu consegui reconhecer facilmente referências a momentos marcantes como Rock With You, Beat It, Thriller e Bad. Muitas dessas peças originais, inclusive, foram adquiridas em leilão por Lady Gaga, o que reforça o cuidado na reconstrução visual.
Conclusão
No geral, eu acredito que Michael (o filme) cumpre sua proposta: apresentar um recorte de quem foi Michael — não apenas como ídolo, mas como um dos artistas mais importantes e influentes da música mundial.
Como eu já disse, nem todo mundo vai concordar. Eu entendo que algumas pessoas possam criticar a ausência de polêmicas mais profundas ou o foco quase exclusivo no auge da carreira. Ainda assim, eu não vejo isso como um problema definitivo, principalmente porque já foi prometida uma segunda parte, que deve abordar os acontecimentos posteriores, até sua morte em 2009.
Se você viveu alguma fase da carreira do cantor, ou simplesmente gosta de sua música, eu recomendo dar uma chance. Vá ao cinema. Pelo menos uma coisa eu te garanto: você vai cantar e dançar na cadeira o tempo todo, porque a trilha sonora é impecável — afinal, estamos falando de Michael Jackson.
Agora, se você é mais novo e nunca ouviu nada, eu também recomendo que vá. No mínimo, acho bem provável que você saia de lá como um “baby fã” do maior ídolo do pop. E se você já conhece e ainda assim não gosta… bom, talvez seja um caso perdido.
De qualquer forma, vá ao cinema. Nem que seja para se divertir — ou até para discordar de mim, que encerro este texto com uma última pergunta: será que Michael morreu mesmo?
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