Crítica sobre “Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça”

Crítica sobre “Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça”

Lançado em 2016, o corte teatral de Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça sempre dividiu os fãs da DC em relação a qualidade da obra. Com duas horas e trinta e um minutos de duração, a versão de cinema contém alguns furos, mas não é nada que afete o acabamento final da obra, já que muitas coisas ficam implícitas. Mas, aqui, vamos falar das diferenças entre as versões, além de pincelar algumas problemáticas levantadas nestes anos, baseadas na versão teatral e não na estendida.

FICHA TÉCNICA
Título: Batman v Superman – Dawn of Justice (Original)
Ano: 2016
Direção Geral: Zack Snyder
Direção de Fotografia: Larry Fong
Roteiro: Chris Terrio | David S. Goyer | Kang Drama
Trilha Sonora: Junkie XL | Hans Zimmer | Nick Glennie-Smith
Gênero: Ação | Aventura | Fantasia | Ficção Científica | Super-herói
Lançamento: 24 de Março de 2016 (Brasil)
Duração: 183 minutos
Classificação Indicativa: +18

Sinopse: O confronto entre Superman e Zod em Metrópolis fez a população mundial se dividir sobre a presença de extraterrestres na Terra. Enquanto muitos consideram Superman um novo deus, há aqueles que entendem ser extremamente perigosa a existência de um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um Batman violento e obcecado, ele enfrenta Superman enquanto o mundo se pergunta que tipo de herói precisa.

Como um vinho, Batman Vs. Superman só melhora com o passar dos anos

Crítica sobre “Batman Vs. Superman”

Recentemente, há cerca de duas semanas, a HBO MAX adicionou a versão definitiva (estendida) de Batman Vs. Superman, com 30 minutos a mais, no catálogo brasileiro. Além disso, alguns fãs perceberam que a versão teatral foi removida, deixando apenas a Ultimate Edition, como opção para as pessoas que buscam assistir o filme de Zack Snyder, na íntegra. Como “para bom entendedor meia palavra basta“, é evidente que a HBO Max busca “canonizar” a versão definitiva como única versão do filme, pelo menos em seu catálogo. Até porque, diferente da versão dos cinemas, o corte definitivo foi bem aclamado e se tornou um dos indicados a melhor Blu-Ray de 2016, vendendo várias cópias até os dias de hoje.

Diferenças entre as versões

A versão estendida complementa, adiciona e conserta tudo o que pode estar “desconectado” no filme que foi para os cinemas. O combate ideológico entre os heróis, as atitudes de Lex Luthor, o comportamento da Mulher Maravilha e a reação da humanidade ao Superman se tornam sublimes e muito bem explicadas. Para os que possam perguntar, os mais favorecidos pela adição de tempo são Lex Luthor e o Superman, principalmente quando está como Clark Kent. Nesses momentos, o trabalho jornalístico de Clark é bem mais trabalhado e se torna, sem dúvidas, um ponto alto do filme.

Já nos primeiros minutos, na batalha de Metrópolis, trinta segundos a mais tornam o evento ainda mais chocante, mostrando uma face interessante do Batman. O que também fica mais interessante na Versão Definitiva é todo o conflito no deserto. Lá, as intenções dos terroristas ficam mais claras, deixando tudo mais plausível, principalmente para o público geral. Ao longo do filme, os pequenos minutos retirados se tornam cada vez mais difíceis de se compreender, já que tudo se alia ao primor técnico de Snyder e Larry Fong, além do roteiro “amarradinho” de Chris Terrio e David Goyer.

Sobre as críticas negativas

Tecnicamente impecável e com shots de cair o queixo, Batman Vs.  Superman ainda é muito atacado por tentar fugir da fórmula maçante imposta por Hollywood. Entretanto, ao assistir o corte de três horas, esses argumentos vão ficando mais falhos e fáceis de serem refutados pelos amantes da obra. Dos comentários dos haters, ficam para trás as insinuações de que o Superman não é um herói, de que Lex não é um bom vilão e de que Lois Lane é, apenas, uma garota indefesa. Além disso, a interpretação de que o Batman é cruel sem motivos, também se torna inválida, já que tudo é muito bem mais detalhado pelo ritmo do corte final. – Que é bem melhor, diga-se!

A montagem do filme foi até mudada, em algumas cenas, em comparação com a que foi exibida nos cinemas. Esta primeira montagem prejudicou a obra que uniu Batman e Superman pela primeira vez, diferente do que foi visto na versão estendida. Em IMAX, como Snyder imaginou, percebe-se a grandeza da qual BvS estava destinado, se não fossem os executivos. A luta entre os dois se torna sublime. Além dela, a cena no pesadelo e o impacto da morte do Superman são ainda mais incríveis e emocionantes. Na minha opinião, a obra foi o ápice técnico de Snyder, como diretor. Na produção do filme, Zack conseguiu pôr tudo o que aprendeu, desde sua estreia como diretor, tornando a experiência algo marcante.

E, sim, vamos falar de Martha e outras coisinhas

Como toda análise de BvS, não podemos esquecer do momento “Martha”, que é uma grande sacada mas, para os haters, executada de forma errada. A cena em que a mãe de Clark é um gatilho para o Batman também é aprimorada pela versão definitiva do filme, adicionando mais diálogos entre o Superman e o sua mãe, mostrando mais profundidade em Martha Kent. Desde o primeiro encontro entre os dois, lá nos anos 40, nenhum autor havia utilizado a coincidência de nomes entre as mães dos melhores heróis do mundo.

Apesar do nome bem sugestivo, o filme não é apenas uma “tretinha civil” entre os heróis. Em Batman Vs. Superman, o conflito e a tensão entre ambos é aumentada a cada minuto, não deixando o confronto se tornar fútil e apelativo. Esse é mais um ponto aprimorado pela marcante versão definitiva.

Conclusão

Apesar do filme se chamar Batman Vs. Superman, a Mulher Maravilha é quem rouba a cena. Incrível no papel, Gal Gadot causa arrepios com sua atuação. Imponente, guerreira e implacável como deve ser, a heroína teve seu auge e sua melhor interpretação, até hoje, no filme de Zack Snyder, mesmo tendo dois filmes próprios e Liga da Justiça de Zack Snyder na sequência.

Espetacular e marcante, também, é a trilha de Hans Zimmer e Junkie XL. This Is My World, tocada no momento da morte do Superman e Beautiful Lie, na morte dos Wayne, são os destaques aqui. Ainda reciclando os tons de O Homem de Aço, Zimmer conseguiu dar ainda mais peso e teor épico às cenas, praticamente um casamento perfeito com Zack Snyder. Originais, as demais trilhas são realmente músicas para os nossos ouvidos. Desde 2016, apenas um filme me pareceu casar tão bem com sua trilha. Curiosamente, esse filme é Liga da Justiça de Zack Snyder.

Batman Vs. Superman não é um filme perfeito. Filme algum é. Mas, a versão teatral, definitivamente, não é o que Zack Snyder queria para a sua obra. Se busca compreender e entender nos mínimos detalhes a grandeza de BvS, a sua versão definitiva está na HBO Max e em outras plataformas que mostraremos, a seguir. Vale a pena conferir e se emocionar com uma das melhores e mais originais histórias de heróis de todos os tempos. Realmente, é um filme grande demais para mentes pequenas.

NOTA: 9

Já conhece o nosso Portal no Twitter?
Entre para o Fandom, acompanhe as novidades e faça parte dos Movimentos pró-Zack Snyder!

Lucas Gomes

Fã do cinema e de trilhas sonoras, aprendi a amar a DC muito cedo, encontrando nos filmes de Zack Snyder ideais para levar por toda a vida. Aproveite a jornada!

One thought on “Crítica sobre “Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.