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É indiscutivelmente um dos diretores e produtores mais influentes, admirados e polarizados de sua geração.

O diretor, roteirista e produtor norte-americano, é conhecido pelo seus trabalhos nos filmes Liga da Justiça, Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, Watchmen, Madrugada dos Mortos, Army of the Dead, Rebel Moon e Sucker Punch. [...] Ainda pequeno, foi diagnosticado com Dislexia, [...], o que não o impediu de desenvolver suas próprias habilidades. Muito pelo contrário, o modo pelo qual venceu a dislexia, refletiu sua genialidade em todas as suas obras.
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Início Blog OPINIÃO | Zack Snyder foi criticado. The Last Photograph foi apenas o pretexto
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OPINIÃO | Zack Snyder foi criticado. The Last Photograph foi apenas o pretexto

  • 20.09.2026
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1. The Last Photograph levanta uma pergunta incômoda sobre o que estamos chamando de crítica especializada.
1.1. O problema não é a opinião. É o que está sendo avaliado.
1.2. Se trocassem o título, muitas das críticas seriam as mesmas.
1.3. Até os fãs viraram personagens da crítica.
1.4. A crítica “especializada” parece se divertir com o linchamento.
1.5. Mas será que todos estavam realmente assistindo?
1.6. E é aí que a Deadline se torna tão importante
1.7. O crítico pode odiar o filme. Só não pode substituir o filme pelo diretor
1.8. O que refletimos sobre isso?
Visualizações 21

The Last Photograph levanta uma pergunta incômoda sobre o que estamos chamando de crítica especializada.

Não há absolutamente nada de errado em um crítico detestar The Last Photograph. Cinema não é uma equação com resultado único, e ninguém é obrigado a sair de uma sessão gostando do que acabou de assistir. Um crítico pode considerar o filme brilhante, medíocre, pretensioso, frustrante ou simplesmente insuportável. Essa conclusão pertence ao campo da interpretação e, portanto, da subjetividade. O problema começa em outro lugar: quando a crítica parece estar pronta antes mesmo de o filme começar, e a sessão serve apenas para preencher os espaços de uma opinião que já estava pronta sobre Zack Snyder.

É justamente isso que chama atenção na recepção inicial de The Last Photograph. O que se vê em parte considerável dos textos publicados depois da estreia no Festival de Toronto não é simplesmente uma rejeição ao filme. É uma retomada de praticamente todo o repertório que acompanha Snyder há anos. Sua carreira, sua estética, seus supostos excessos, seus fãs, suas escolhas anteriores e até a relação entre o diretor e o próprio público passam a ocupar um espaço tão grande que, em determinados momentos, fica difícil distinguir a crítica ao filme da crítica ao fenômeno Zack Snyder.

E essa diferença não é pequena. Uma coisa é assistir a uma obra, analisar aquilo que ela apresenta e concluir que sua proposta não funciona para você. Outra é entrar em uma sessão carregando uma tese sobre o diretor e sair dela apenas procurando no filme elementos que confirmem essa tese. Nesse segundo caso, o filme deixa de ser o objeto principal da crítica. Ele passa a funcionar como evidência.

O problema não é a opinião. É o que está sendo avaliado.

Isso aparece de maneira particularmente clara, ao observar a forma como algumas críticas tratam questões políticas, sociais e morais presentes na narrativa. A existência de violência, exploração, criminalidade, desigualdade, personagens moralmente ambíguos, sexualidade ou conflitos ideológicos passa, em alguns casos, a ser tratada como se a simples representação de determinado elemento significasse necessariamente uma defesa daquele elemento pelo filme.

Essa é uma mudança importante no modo de ler uma obra. Representar não é necessariamente endossar. Isso parece especialmente relevante porque o filme trabalha justamente com situações desconfortáveis e com o choque entre perspectivas culturais diferentes. Há uma diferença enorme entre mostrar um mundo brutal e dizer que aquele mundo está certo; entre retratar uma personagem em determinada condição e utilizar sua condição como alvo; entre apresentar uma escolha moralmente questionável e solicitar ao espectador que a considere correta. Quando a crítica pula diretamente da representação para a acusação, deixa de investigar o que a obra está fazendo com aqueles elementos e julga a existência deles. Antes de atribuir uma posição ao filme, é preciso observar o que ele faz com aquilo que representa.

Quando a interpretação começa pelo rótulo e não pela obra, entretanto, o caminho se inverte. O crítico identifica aquilo que pretende denunciar, encontra no filme uma cena que possa sustentar a denúncia e encerra a discussão ali. A pergunta deixa de ser “o que este filme está fazendo com essa ideia?” e passa a ser “como posso usar esta ideia para explicar por que Zack Snyder é exatamente o diretor que eu já acreditava que ele fosse?”. É uma diferença fundamental, porque a segunda pergunta não exige realmente a compreensão do filme. Exige apenas que ele confirme uma percepção anterior.

Quando analisam outros cineastas, esses mesmos críticos costumam discutir concretamente roteiro, direção, produção, fotografia, montagem, atores e demais elementos da obra. No caso de Snyder, porém, a análise frequentemente se desloca para acusações sobre quem ele é como pessoa: fascista, misógino, homofóbico etc. A crítica ao filme acaba sendo substituída por uma rejeição pessoal ao diretor. ~ refletiu o perfil Stuntman Mike, no X.

A crítica pode fazer essas acusações, desde que as sustente com argumentos e com aquilo que efetivamente está no filme. No fim, não é necessário gostar dessas escolhas para reconhecê-las como escolhas narrativas. O espectador pode considerar a abordagem inadequada, excessiva ou simplesmente não gostar dela. Mas, antes de transformar o filme em manifesto de qualquer coisa, é preciso perguntar o que ele realmente está dizendo. Caso contrário, a crítica não está interpretando a obra a partir do que ela apresenta, mas atribuindo a ela uma intenção que já estava definida antes mesmo da análise começar.

Se trocassem o título, muitas das críticas seriam as mesmas.

Talvez o aspecto mais revelador da recepção inicial esteja justamente aí. Nos últimos anos, as críticas aos filmes de Snyder parecem se resumir, repetidamente, às mesmas questões: ofensas gratuitas ao diretor, reclamações sobre o uso de slow motion, críticas aos roteiros, mesmo quando Snyder sequer participou diretamente da escrita, e comentários sobre o ritmo dos filmes. No fim, independentemente das mudanças visuais, das escolhas narrativas ou das novas propostas artísticas, os argumentos parecem se repetir quase como um roteiro previamente estabelecido. Isso leva a crer que, quando se trata do Snyder, a preocupação já não está necessariamente no que deveria ser o objeto da crítica, o filme, mas na oportunidade de transformar mais um filme em munição para o linchamento do diretor.

Em The Last Photograph, ao comparar as primeiras críticas, chama atenção a quantidade de vezes em que Zack Snyder aparece nominalmente em relação aos próprios personagens e à narrativa. Nas seis críticas analisadas, o nome do diretor aparece 55 vezes, somadas, enquanto Stuart Martin e Fra Fee, os dois protagonistas, somam apenas 15 menções. Em resumo, nas críticas negativas, o nome do Snyder foi mencionado 3x a mais que os nomes dos personagens de The Last Photograph; nas positivas, os personagens são mencionados cerca de 2,5x  a mais. Mais revelador ainda é o contraste entre a crítica da Deadline e as demais.

Na crítica de Damon Wise para a Deadline, que foi a única das seis análises iniciais a adotar uma leitura positiva, Snyder aparece 3 vezes, enquanto Ethan e Joe, os personagens centrais da história, são mencionados 20 vezes. A diferença não prova, por si só, que uma crítica seja justa e outra injusta. Mas ela evidencia uma mudança de foco: em boa parte das críticas negativas, há uma atenção extraordinária ao diretor, à sua carreira e ao que ele representa, enquanto os personagens que deveriam conduzir a análise ficam em segundo plano.

O caso da RegionFree é ainda mais significativo. Na parte dedicada especificamente a The Last Photograph, Stuart Martin, Fra Fee, Ethan Black e Joe Wallace sequer são chamados pelos nomes. Snyder, por outro lado, aparece quatro vezes, além de uma menção anterior na introdução. Os protagonistas viram “nossos heróis”, “homens brancos” ou simplesmente “o protagonista”. É difícil não perceber o deslocamento: a crítica deixa de acompanhar aquelas pessoas dentro daquela história e passa a discutir a figura que está por trás da câmera.

E, então, surge uma pergunta bastante simples: se bastasse trocar “The Last Photograph” pelo nome de outro filme de Zack Snyder, quantas dessas críticas ainda funcionariam quase integralmente? 

Até os fãs viraram personagens da crítica.

Quando um texto fala de “excessos de Snyder”, “fãs de Snyder”, da carreira de Snyder, da estética de Snyder e da personalidade artística de Snyder, mas dedica relativamente pouco espaço àquilo que acontece com Ethan, Joe, à construção daquela história e ao significado das escolhas específicas daquela obra, talvez estejamos diante de uma crítica que chegou ao filme já acompanhada de sua própria conclusão.

Outro dado reforça essa impressão. Quatro dos cinco textos negativos analisados fazem questão de mencionar os fãs de Snyder. A Hollywood Reporter fala na “base de fãs raivosa” do diretor; a IndieWire menciona os fãs hardcore que acreditariam na infalibilidade do cineasta; a TheWrap especula até sobre a capacidade dos fãs mais devotados de suportarem o filme; e a ScreenRant também dedica atenção considerável à relação entre Snyder e seu público.

Isso é especialmente curioso porque o crítico não recebeu um ingresso para avaliar a fanbase. Recebeu um filme.

É claro que a recepção de uma obra pode ser contextualizada pela relação entre artista e público. O problema é quando o público passa a ser mais importante para a crítica do que aquilo que está na tela. Nesse momento, o crítico já não está apenas respondendo à obra. Está participando de uma conversa muito maior sobre Zack Snyder, seus admiradores e seus detratores, uma conversa que existe há anos e que continuaria existindo mesmo se The Last Photograph nunca tivesse sido exibido em Toronto.

A crítica “especializada” parece se divertir com o linchamento.

A própria cobertura posterior mostra isso. Enquanto alguns textos analisam o filme, outros praticamente transformam sua exibição em mais um capítulo da disputa cultural em torno do diretor. O resultado é uma recepção em que, antes mesmo de existir uma oportunidade real para o público formar sua própria opinião, já se constrói uma narrativa sobre o fracasso de Snyder. Observamos que, naquele momento, minutos após a finalização da exibição, o Letterboxd já acumulava 139 avaliações de meia estrela e 103 de uma estrela, enquanto destacava justamente uma das críticas mais hostis como a mais popular da plataforma.

Isso precisa ser colocado em perspectiva, porque a sessão de Toronto tinha capacidade para aproximadamente 1.200 pessoas. Portanto, a quantidade de avaliações que rapidamente apareceu online não representa uma amostra equivalente ao público que efetivamente ocupou aquela sala. Há milhares de críticas negativas, agora. A velocidade com que a narrativa de recepção se consolidou na internet, contrasta muitas vezes com uma parcela significativa das pessoas que estiveram na sessão e sequer tiveram tempo de processar o que viram.

E a grande maioria das críticas, focadas em criticar as mesmas coisas de sempre, e definirem o diretor de algo extremamente pejorativo.

Mas será que todos estavam realmente assistindo?

E aqui existe uma questão ainda mais incômoda.

Houveram relatos de quem estava no TIFF e assistiu a The Last Photograph de que, durante a sessão, críticos renomados estavam utilizando o celular, mexendo em feeds de redes sociais. Relatos de espectadores pedindo para que desligassem. Não se trata de afirmar que todos os profissionais presentes fizeram isso, muito menos afirmar que os que criticaram tão odiosamente o Snyder fossem os mesmos flagrados. Mas a existência de críticos renomados usando o celular durante uma sessão levanta uma pergunta que não deveria ser absurda: quanto de atenção efetivamente deram à obra que, poucas horas depois, estava sendo julgada com tanta segurança?

Se alguém assiste a um filme de 135 minutos enquanto alterna a atenção com o celular, consulta redes sociais ou acompanha outras coisas durante a sessão, isso não invalida automaticamente sua opinião? Certamente torna legítima a discussão sobre o processo que levou àquela opinião. Principalmente quando o resultado é uma crítica extremamente categórica, capaz de declarar o filme “um dos piores” de um festival, da carreira de um diretor ou até da história de uma determinada programação.

A crítica cinematográfica é uma atividade interpretativa, mas interpretação pressupõe contato. E contato pressupõe atenção. Não é possível exigir que o público aceite como análise definitiva uma conclusão sobre uma obra quando existem razões para questionar se a obra recebeu, de fato, a atenção necessária para ser analisada.

E é aí que a Deadline se torna tão importante

O interessante na crítica da Deadline não é simplesmente o fato de ela ser positiva. Uma crítica positiva não é automaticamente uma crítica melhor, assim como uma crítica negativa não é automaticamente uma crítica ruim. O que torna o texto de Damon Wise particularmente relevante para esta discussão é outra coisa: ele parece interessado em descobrir o que há em The Last Photograph.

Em vez de tratar a sessão como mais uma oportunidade para reafirmar aquilo que já pensa sobre Snyder, Wise observa a mudança de escala do cineasta, a ausência do aparato habitual de super-heróis, a tentativa de trabalhar com uma narrativa diferente e a relação entre essa proposta e o resultado. A crítica pode chegar a uma conclusão que outro crítico rejeite completamente, mas ela está, antes de tudo, discutindo o objeto que recebeu para analisar.

Essa é a distinção que deveria importar.

Não é preciso concordar com a Deadline. Assim como não é preciso gostar de The Last Photograph. Nem muito menos é preciso considerar que Snyder acertou em cada escolha. É perfeitamente possível assistir ao filme com atenção, compreender sua proposta e ainda assim concluir que ele fracassou completamente para você. O que não se deve confundir é discordância estética com ausência de análise.

O crítico pode odiar o filme. Só não pode substituir o filme pelo diretor

No fim, é muito simples: Zack Snyder fez o filme que quis fazer. O público pode amar, odiar, abandonar a sessão no meio, considerar uma obra-prima ou achar que foram 135 minutos desperdiçados. Tudo isso faz parte da experiência de assistir a um filme. A crítica também tem o direito de ser severa, inclusive brutal, porque não existe obrigação de elogiar uma obra.

Mas existe uma diferença entre dizer “eu assisti a isso e considero que não funciona” e escrever, mais uma vez, sobre tudo aquilo que já se escreveu sobre Zack Snyder. Quando a análise se apoia repetidamente no diretor, na sua carreira, nos seus fãs, nos seus supostos vícios e na imagem pública construída ao longo de décadas, enquanto os personagens, a narrativa e as escolhas específicas de The Last Photograph ficam em segundo plano, torna-se legítimo perguntar se estamos lendo uma crítica ao filme ou apenas mais uma crítica a Snyder usando o filme como cenário.

E talvez seja justamente por isso que a recepção inicial seja tão interessante. Não porque alguém não gostou de The Last Photograph. Isso seria absolutamente normal. O que merece entrar em discussão é a sensação de que, para alguns críticos, a crítica de Zack Snyder chegou antes de The Last Photograph. O filme apenas entrou em cartaz para dar a ela um novo título.

Se for esse o caso, existe uma ironia difícil de ignorar: o homem que passou anos sendo acusado de fazer sempre o mesmo filme pode ter acabado de receber críticas que também parecem ser sempre as mesmas.

O que refletimos sobre isso?

Ao analisar toda a reação odiosa dos críticos após a exibição de The Last Photograph, o perfil ‘Stuntman Mike’, no X, afirmou que, em festivais, alguns críticos parecem mais interessados no status de ‘entrar como imprensa’ em uma sessão do que em realmente assistir ao filme.

“Em certo ponto, você tem que se perguntar quanto disso é realmente sobre assistir e se envolver com o cinema e quanto é sobre poder dizer “Eu vi isso antes de você” ou “Eu falei com esse diretor” ou “Eu estive nessa estreia”. O festival se torna tanto uma coisa de status social e postura de baixo nível quanto é sobre filmes.”

Ele também questionou quanto existe, de envolvimento genuíno com o cinema e quanto existe de performance social entre os críticos.

“Eles acusam os fãs de Snyder de serem delirantes, de fazerem dos filmes dele toda a personalidade deles e de serem incapazes de lidar com críticas, enquanto ignoram completamente a ironia de que eles fizeram exatamente a mesma coisa, só que ao contrário. Em certo ponto, se você ainda está falando sobre Zack Snyder anos depois, postando obsessivamente sobre tudo que ele e os fãs dele fazem e fazendo do ódio pelo cara parte da sua identidade, você está tão investido nele quanto os fãs que você está zombando. Falar sobre algo que você é apaixonado por anos é completamente normal. Falar sobre algo que você supostamente odeia pra caralho por anos é outra história.”

E digo mais: até quando a indústria cinematográfica vai continuar empregando e legitimando esse tipo de comportamento, tratando pessoas que demonstram tamanho desprezo pelo objeto que deveriam analisar como se fossem referência de “crítica especializada”? Porque, se é disso que estamos falando quando usamos esse termo, então talvez seja hora de perguntar o que, afinal, esperamos de um crítico. Mexer no celular durante a exibição, trocar risadinhas em momentos da história que não comportavam nenhuma graça e, ainda assim, sair da sessão se colocando na posição de autoridade para dizer ao público que o filme é um ‘fracasso’, ‘um aborto social’ ou ‘o pior filme’, é realmente o padrão que queremos normalizar?

Se isso é considerado crítica especializada, então o que seria o oposto? Assistir ao filme? Prestar atenção? Tentar compreendê-lo antes de decidir que ele é ruim, só porque não gosta do diretor? Porque parece que estamos começando a exigir mais responsabilidade de quem paga pelo ingresso do que de quem é pago para dizer ao público o que esperar do filme. 

Fontes: 1, 2, 3 

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Raquel

Professora, palpiteira, resenhista, revisora, editora-chefe, back-end, crítica dos haters, Staff do SnyderCutBR e aspirante a Engenheira de Software. Uma entre os mais de 10 mil loucos, insanos, crentes, cultistas, snydetes, stans, fãs, apoiadores, bots, snyder bros, seguidores de Zack Snyder, de suas obras e do nosso Portal.

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