Uma ponte para todos os povos | Um DCEU também com Zack Snyder

Uma ponte para todos os povos | Um DCEU também com Zack Snyder

Como já se sabe, Zack Snyder exerce bastante influência quando se trata do universo da DC Comics, especialmente dos filmes do DCEU. Basta que “o queridinho dos trends do Twitter” poste uma mísera foto de um peru de Natal, que todos vão à loucura.

Zack Snyder foi o principal idealizador por trás das câmeras do curso do DCEU, de 2013 até meados de 2017, quando devido a uma tragédia pessoal, acabou saindo do seu último projeto na DC, a Liga da Justiça que ganharia um lançamento de acordo com a visão geral do diretor, apenas em 2021. 

Nos anos dourados, quando o DCEU ainda estava se erguendo para fora dos papéis, Zack sempre se mostrou entusiasmado sobre o futuro do DCEU, falando em expansão e sendo extremamente colaborativo com outros diretores, tais como David Ayer, Patty Jenkins e James Wan, agregando às suas respectivas visões e idealizando uma estrada, onde todos os outros projetos pudessem existir separadamente, mas ao mesmo tempo fizessem parte do seu arco de cinco filmes, que culminaria na Liga da Justiça III, fazendo do DCEU uma única força.

Dentro das várias colaborações e conexões entre os filmes, Snyder tinha uma visão inicial sobre o arco da Mulher Maravilha, que inicialmente divergia da visão de Patty para a personagem. Porém, aos poucos, os dois diretores foram construindo um equilíbrio entre as visões, resultando em uma excelente estreia da personagem nos cinemas. Com David Ayer, seu Esquadrão Suicida era ainda mais íntimo com os planos de Snyder, sendo os eventos que ocorreram em Batman Vs. Superman, a razão de Amanda Waller criar a força tarefa de vilões. Nos primeiros rascunhos do Script do Esquadrão Suicida de Ayer, havia até mesmo a presença do Lobo da Estepe na batalha final, o que foi descartado quando o script de Snyder evoluiu, mantendo o vilão como o principal antagonista da sua trama.

Outros diretores como James Wan (Aquaman) e Rick Famuyiwa (diretor original de The Flash), estariam também integrando o grande plano do DCEU. Aquaman continua de onde Snyder o deixou no final de seu filme, onde ele vai ao encontro de seu pai, o que não vimos na versão do estúdio de Liga da Justiça (2017). E o filme original The Flash, de Famuyiwa, iria introduzir o vilão Capitão Frio, que se uniria a Lex Luthor na sequência de Liga da Justiça, como também contaria com a presença de Victor Stone, o Ciborgue.

Muita água passou debaixo do moinho do DCEU e muitos planos foram descartados, ou estão ainda em processo de se expandir para muito além dos planos originais. Ao contrário do que se acredita, de que Zack não gostaria de retornar ao DCEU, o próprio diretor afirmou várias vezes que foi decisão da Warner de fazer sua Liga da Justiça, tal qual como os arcos dos personagens “não-canônicos” ao resto do DCEU, o que levanta as questões:

  • Se seus planos permanecessem canônicos, o DCEU iria ser da forma que é hoje?
  • Como os outros projetos, como Batgirl, O Esquadrão Suicida, The Flash e Adão Negro (ao qual Snyder demonstrou interesse em encaixar o personagem em seus planos) fariam parte do arco dos cinco filmes, uma vez que o diretor sempre foi muito respeitoso e inclusivo com os outros diretores? 

Perguntas como estas, possivelmente, jamais terão respostas, mas quando Snyder teve seu corte finalmente realizado e, com ele, adicionou alguns detalhes, um tanto curiosos, podemos apenas especular sobre como isso pode se relacionar com o futuro do DCEU e o conceito de Multiverso, mostrado recentemente em Homem Aranha Sem Volta Pra Casa, e que também será explorado em The Flash.

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Dentre os detalhes que Zack adicionou, estão as linhas do tempo alternativas narradas pelo Coringa de Jared Leto: a Anti-Vida, que é capaz de controlar todo o livre arbítrio do Multiverso e a aparição de Desaad e de Vovó Bondade. Também uma postagem de Zack em sua conta na Vero, mostrando um peru de natal, com a HQ “Crise Final” ao fundo, em cima de seus cadernos de anotações. Todos esses indícios parecem indicar que Zack também mudou seus planos, desde sua saída do DCEU em 2017, transformando os planos dos Storyboards em algo muito mais grandioso e complexo, uma vez que Crise Final apresenta os Novos Deuses e explora abertamente o conceito de Multiverso, com vários personagens de outros universos ajudando na batalha final contra Darkseid.

O DCEU está marchando para explodir em um Multiverso de infinitas probabilidades e interpretações individuais como The Batman e seus spin-offs e o próprio DCEU, que contará com o retorno de Michael Keaton como o Batman. Nesse vasto Multiverso, o SnyderVerso ainda pode florescer, tal qual como spin-offs e sua conclusão, sem alterar o DCEU, um ‘Elseworld’. O Multiverso é uma ponte para todos os fãs, todas as interpretações, todos os gostos.

As peças estão no tabuleiro, então que comecem os jogos!


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Jonathan Halfen

Vida longa ao Multiverso.

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