OFF | Crítica sobre “A Mulher Rei”: O filme do ano!

OFF | Crítica sobre “A Mulher Rei”: O filme do ano!

É épico que vocês querem? É épico que terão! Desculpe os demais filmes que ainda serão lançados até o final de 2022, mas A Mulher Rei é o filme do ano. E, acima de tudo, é uma aula de história. Baseado em fatos reais, mas com ampla licença poética, o filme aborda traços historicamente precisos, apesar de utilizar personagens fictícios. É a primeira vez que a indústria cinematográfica americana dramatizou esta parte da história.

  • Trailer:
  • Sinopse: A Mulher Rei é uma história memorável da Agojie, uma unidade de guerreiras composta apenas por mulheres que protegiam o reino africano de Daomé, nos anos 1800, com habilidades e uma força diferentes de tudo já visto. Inspirado em eventos reais, A Mulher Rei acompanha a emocionante jornada épica da General Nanisca (a atriz vencedora do Oscar® Viola Davis), enquanto ela treina uma nova geração de recrutas e as prepara para a batalha contra um inimigo, determinado a destruir o modo de vida delas. Algumas coisas valem a luta!

Minhas impressões

Certamente, o nome de Viola Davis, como protagonista do filme, chamou sua atenção. Afinal, quem não ama odiar as personagens marcantes que a atriz já deu vida? Annalise Keating (How to Get Away With Murder) e Amanda Waller (Esquadrão Suicida/DCEU) que não me deixa mentir. Quem não ‘ama odiar’ essas duas antagonistas marcantes? Mas, em A Mulher Rei, isso é diferente. Viola dá vida à potente Nanisca, general fictícia do exército de guerreiras Agojie. E potente é a palavra mais perfeita para descrever o roteiro, a narrativa, a construção e a sensibilidade que todos os arcos do filme apresentaram.

A diretora Gina Prince-Bythewood soube trabalhar todos os aspectos históricos de modo coeso. Ela traça os fatos históricos com veracidade e sem floreios, deixando os livros de histórias parecendo fábulas de passatempo. Com um elenco impecável, no quesito atuação, fica difícil dizer que existe algum núcleo de personagens que quebra a narrativa do longa. Tudo é muito bem entrelaçado, até mesmo quando o filme se afasta (levemente) da trama principal, para dar foco na dramatização de alguns personagens.

O enredo é situado em 1840 e aborda exatamente a história verídica do reino de Daomé, na África Ocidental, do qual ostentava um forte exército, constituído por mulheres, conhecido como Agojie. Também são chamadas de Amazonas do Daomé, pelos europeus ocidentais que escreveram sobre elas, uma óbvia referência às ferozes guerreiras da mitologia grega.

Bastidores de "A Mulher Rei"
Viola Davis atua e produz o filme, com direção de Gina Prince-Bythewood

Conclusão

Depois de assistir A Mulher Rei, é quase impossível não querer conhecer mais da história real e fazer comparativos com os personagens do longa. Apesar da maioria ser fictício, o Rei Ghezo é real, majestosamente interpretado por John Boyega, mostrando o lado do poder que foi arrancado das páginas de histórias sobre os povos africanos. O filme descreve perfeitamente o comércio de escravizados e como ele se tornou um poder econômico, causando as batalhas daqueles que se beneficiavam e que lutavam contra. A personagem Nawi, interpretada por Thuso Mdebu, é um tributo à ultima Agojie que há registro, falecida em 1979.

Poderia classificar A Mulher Rei de uma maneira muito pueril, o chamando de “o Pantera Negra real fora do MCU” ou “o filme não visto das Amazonas da DC”, mas isso não daria a grandeza que o longa-metragem merece. Obviamente, não estou desmerecendo nenhuma produção, apenas apontando como filmes, dessas temáticas, bebem da fonte de histórias verídicas. E é justamente por isso, que se você aprecia essas narrativas, deve assistir A Mulher Rei, e entender porque ele é o “melhor filme do ano”.

NOTA: 10
A Mulher Rei estreia, nos cinemas brasileiros, dia 22 de setembro de 2022.

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Andre Guilherme

É Andre, sem acento mesmo. Um viajante do Multiverso com Q.I elevado para Legos.

4 thoughts on “OFF | Crítica sobre “A Mulher Rei”: O filme do ano!

  1. Esse filme é um lixo, transformou traficantes de escravos, assassinas e que usavam arma de fogo, e não espadas e lanças como mostrando nos trailers, em heroínas do povo africano, quando foi totalmente o contrario. E repugnante que esse tipo de filme esteja sendo produzido, imagina o próximo filme de época com protagonistas confederados na Guerra Civil Norte Americana onde e os Confederados lutam contra a Escravidão! E uma coisa grotesca.
    https://www.nationalgeographic.com/history/article/the-true-story-of-the-women-warriors-of-dahomey
    https://blackthen.com/first-franco-dahomean-war/
    https://www.blackhistorymonth.org.uk/article/section/pre-colonial-history/the-history-of-the-kingdom-of-dahomey/

    1. Ah, é mesmo Túlio? Como que não fui atrás da história e só sai resenhando a crítica assim? Poxa, eu devia ter te conhecido antes para pegar esses links específicos (o que não faria mudar em nada minha visão quanto a PRODUÇÃO DO FILME). Mas pode deixar, eu vou encaminhá-los para a Viola Davis (protagonista e produtora do filme) e para a diretora Gina Prince-Bythewood. Já criei um grupo no whats com as duas, e enviei áudio explicando sua indignação, neste comentário, para elas.

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