OFF | Crítica sobre D.P.A. 3: Uma Aventura no Fim do Mundo

OFF | Crítica sobre D.P.A. 3: Uma Aventura no Fim do Mundo

E mais uma vez tivemos a honra de sermos convidados para assistirmos antecipadamente, em cabine de imprensa, mais um filme nacional. Pedimos licença à vocês, para falarmos sobre o filme infantil D.P.A 3: Uma Aventura no Fim do Mundo.

D.P.A. 3: Uma Aventura no Fim do Mundo é o terceiro filme da franquia Detetives do Prédio Azul e tem um belo começo, com fotografia, trilha sonora, e atuações cativantes, em um momento que empolga. O filme agiliza em mostrar os personagens principais e seus laços, bem como a rápida origem do novo vilão, Severino (Ronaldo Reis).

Apesar da boa atuação, o personagem de Severino e as outras duas vilãs (Klara Castanho e Alexandra Richter) não funcionam bem no roteiro. Além das motivações superficiais dos vilões e planos que não fazem sentido, a investigação dos detetives do prédio azul é bem forçada, infelizmente. O que se salva é o começo do primeiro ato e o final do terceiro.

“Quando me convidaram, deixei claro que sou muito mais ligado em personagens adultos, notórios pelo mau comportamento, do que em crianças boazinhas. Mas consegui o equilíbrio.” – Mauro Lima, diretor.

No entanto, D.P.A. 3 possui muitos erros de continuidade entre uma cena e outra, principalmente no terceiro ato, que parece apressado para terminar o longa. Porém, a produção é maior que apenas o roteiro bagunçado.

  • Trailer: 
  • Sinopse: Severino encontra um objeto em meio aos escombros de um avião, sem saber que se trata de uma das faces do Medalhão de Uzur. Ao colocá-lo no pescoço, o porteiro do Prédio Azul passa a se tornar cada vez mais malvado. Com a bruxa Duvíbora e sua filha Dunhoca dispostas a roubá-lo, Pippo, Sol e Bento não têm outra saída a não ser encontrar a metade do bem do medalhão. D.P.A., então, se torna a sigla para Detetives do Prédio Azul e a caçada se inicia. Para tanto, eles contam com a ajuda da feiticeira Berenice, dos Inspetores de la Casa Naranja e, ainda, do mago Elergun.

Além das já faladas trilhas sonoras e fotografia muito boas, a química entre os detetives funcionam muito bem, com um destaque para a personagem de Nicole Osini, que está recém-chegada no grupo D.P.A.. A participação especial de Lázaro Ramos é breve e empolgante.

Entretanto, é necessário dizer que o filme arrisca de forma certeira no uso de computação gráfica, trazendo muitas cenas bonitas. E digo mais, acerta mais do que erra. E também ganha bastante pontos no humor.

Reprodução Paris Filmes e Downtown Filmes

O longa D.P.A. 3 possui clima leve, alegre e é destinado para o público infantil, logo ele se adequa bem ao seu público em uma produção que se equilibra entre erros e acertos e não tem medo de errar. Apesar dos defeitos, ele têm começo, meio e fim e surpreende aqueles que gostam de uma boa fotografia. É um filme divertido para se assistir com a família e, de certa forma, representa um avanço em produções nacionais com tom de fantasia, abrindo espaço para, no futuro, haver mais obras brasileiras do gênero.

A mensagem de D.P.A. 3 é clara: Nunca desistir de lutar por aqueles que nos amamos, mesmo que estejam passando por um momento ruim. Em resumo, por ser um filme destinado ao público infantil, cumpre o que promete, ainda que os atores mirins tenham crescido do 1° filme da franquia, para este.

D.P.A. 3: Uma Aventura no Fim do Mundo estreia, no cinema, dia 21 de abril de 2022.

NOTA: 6

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Samuel Torres

Youtuber, sonhador, apaixonado por cultura pop e cinema. Mais um dos que encontraram conforto e diversão nas obras do Snyder. Louco o bastante pra acreditar que um dia poderá ajudar pessoas através da sétima arte.

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