OPINIÃO | O Multiverso é a ÚNICA chave para o sucesso

OPINIÃO | O Multiverso é a ÚNICA chave para o sucesso

Ultimamente, não se tem falado em outra coisa além do Multiverso. Seja explorado através da Interpretação dos Muitos Mundos, da Teoria das Cordas, da Sobreposição Quântica, em Rick e Morty ou em jogos de videogames, como o Multiversus (que junta várias franquias da WB), esse conceito complexo e fascinante brinca com a ideia de que nós não estamos sozinhos nesse universo, somos vizinhos de outros Universos. Explicado na física, na cosmologia e também na ficção, esse conceito intriga e fascina inúmeros cientistas e, em certas ocasiões, alguns apreciadores de conteúdo geek e nerd. ~ Tal como este que vos fala.

Nos dois últimos filmes do MCU, o conceito de multiverso foi explorado de forma expansiva, trazendo até mesmo personagens consagrados no passado, de outras produções independentes, como os Homens-Aranha, de Tobey Maguire e Andrew Garfield, em Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa e, mais recentemente, em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Este último, contou com a célebre presença de Patrick Stewart reprisando seu papel como Charles Xavier e a introdução surpresa de John Krasinski, como o Senhor Fantástico. ~ Após alguns pedidos, o estúdio resolveu ouvir, mas por aqui, o negócio continua punk. ~ Agora que os fãs da Marvel estão se deleitando no potencial do Multiverso Marvel, os da DC estão apreensivos à espera para saber o que vai acontecer em seguida. 

Mas, como esse conceito pode ser a chave para a DC alcançar o seu auge nas telonas?

Crise nas infinitas interpretações.

O primeiro e mais relembrado evento multiversal foi a saga de doze títulos lançados, sob o nome de Crise nas Infinitas Terras, em 1986. Mas, de fato, o Multiverso da DC foi introduzido, pela primeira vez, em Flash de Dois Mundos, publicada 1961, onde o Barry Allen encontra seu antecessor dos anos 40, Jay Garrick. Com essa HQ, a DC acabou sendo pioneira à frente da Marvel, que só iria embarcar no conceito de Multiversos, em meados dos anos 70, com as HQs do Capitão Britânia.

A DC lançou a saga da Crise nas Infinitas Terras para ‘pôr ordem na casa’ e unificar todas as obras em uma coisa só, pois muitos dos seus personagens tinham versões alternativas, apenas se dividindo vez ou outra em duas terras. A exemplo das versões alternativas, temos os dois Flash ou dois Lanternas Verdes, isso sem mencionar personagens que a DC adquiriu de outras editoras, como o Capitão Marvel (tendo seu nome mudado para Shazam, por conta de problemas com direitos autorais de um personagem da Marvel). Todos eles, com suas próprias estórias acontecendo, paralelamente, sem nenhum compromisso ou conectividade com o que era canônico. Alguns títulos foram lançados com o nome Crise para encaminhar o grandioso evento das Infinitas Terras, como Crise na Terra Um! ou Crise na Terra Três!.

O encargo de fazer essa reestruturação ficou sob Marv Wolfman, que já havia feito sucesso na editora com suas obras, como em Os Jovens Titãs. Muita pesquisa foi feita na biblioteca da DC para que tudo fosse coerente e que, ao final da saga, tudo fosse parte de um todo, levando cerca de dois anos para que todos os títulos da DC, lançados até então, pudessem ser revisados e ter todos os seus personagens encaixados em seus respectivos universos. Uma vez que a Crise fosse iniciada e muitos Universos fossem destruídos, tudo teve que ser muito bem pensado para a publicação.

Na época, era uma decisão demasiada arriscada, uma vez que a editora não estava vendendo bem, em relação à concorrente Marvel. Curiosamente, por volta do mesmo período, a Marvel começou a investir na saga das Guerras Secretas. Grande parte disso, segundo Wolfman, era que a DC não tinha uma linha de narrativa e universo coesos, ao passo que a editora concorrente tinha, mesmo quando explorava outros mundos ou realidades paralelas. O resultado? O best-seller mais renomado e mais reconhecido da editora.

Eventualmente, a DC teria outros eventos Multiversais, tais como Crise Infinita,de 2005 e Crise Final, de 2008, fechando a trilogia Crise. E também eventos, como Zero-Hora: Crise no Tempo, de 1994, Flashpoint, em 2011, Convergência, em 2015, Dark Nights Metal, em 2016 e o recém iniciado Dark Crisis, de 2022, que dará sequência à trilogia Crises original.

E as crises se repetem…

É evidente que o evento Crise se tornou um marco na editora e na cultura pop como um todo, porém o evento só existiu, devido à uma necessidade emergencial, por conta da crise financeira que a editora enfrentava na época. Acontece que o grande público estava perdendo interesse em narrativas isoladas e desconexas que acabavam sendo  confusas e maçantes de se acompanhar, em comparação à editora rival, que estava com seu universo unificado e linear, mesmo vez ou outra, explorando diferentes realidades, dimensões e universos. ~ Familiar, não? É muito parecido com a atual situação de um certo Universo Cinematográfico Estendido. 

A DC havia iniciado seu próprio Universo Cinematográfico, em 2013, cinco anos após o MCU, tendo seu projeto piloto com o Homem de Aço, que gradativamente ia se expandindo, utilizando de outras obras, personagens e diretores, que não fossem, necessariamente, relacionados com a mitologia do Superman para enriquecer esse Universo. Todos sabemos que, após as críticas de Batman vs. Superman, a Warner decidiu reescrever o rumo do universo, fazendo o Esquadrão Suicida ser o primeiro a sofrer as consequências. O linga teve que passar cerca de dez semanas de regravações para tornar o filme mais leve e Marvelizado, porém o resultado foi o oposto, tendo uma obra superficial e desconexa de si mesma. O próximo da fila no matadouro dos executivos, era a Liga da Justiça ~ e todos sabemos o que aconteceu: ~ O resultando na perda completa da essência do Universo, tal qual como o rumo.

Embora Mulher Maravilha tenha tido uma estreia digna da personagem e Aquaman tenha se estabelecido como um personagem respeitado, ambos dentro do mesmo Universo, assim como SHAZAM!, ~ que, ao menos, tenta fazer referência ao Universo estabelecido ~ a DC já havia virado as costas para o Universo iniciado com Zack Snyder. Começando pelo tom, que foi de algo mais maduro e mitológico para um filme sessão da tarde com SHAZAM!, ou uma noite louca com as garotas em Aves de Rapina. Sofreu mudança, até mesmo, na linearidade de narrativa, chegando em um ponto onde Superman e Batman tornaram-se, praticamente, lendas urbanas no DCEU, Mulher Maravilha uma lição de nostalgia e Aquaman e Flash como duas piadas ambulantes. Isso sem falar sobre introduzir personagens não convencionais, apenas para descartá-los ou fingir que eles nunca existiram.

Zaslav percebeu o quanto essa direção, ou a total falta dela danificou a marca da DC e lesou o interesse do público para com o Universo. Aparentemente, ele está a procura de consertar isso, fazendo um plano duradouro que coloca a DC no  auge, assim como valoriza a prata da casa que é o Batman e o Superman, como foi recentemente relatado no Diário de Rorschach.

A crise de identidade do DCEU e a cronologia do SnyderVerso.

Pra ilustrar bem o QUÃO bagunçado, desconexo e sem identidade esse universo se tornou, vamos mostrar em uma linha do tempo como nada se encaixa:

O Homem de Aço deu o pontapé inicial do Universo e implementou suas primeiras referências a um universo gigantesco, como os satélites da Wayne Enterprises, o prédio da LexCorp, da Star Labs e outros. Os seus eventos finais se passam em Maio de 2014.

De O Homem de Aço agora para Batman vs. Superman, a continuidade se mantém intacta. Tendo uma lacuna vazia de um ano e meio entre elas. Em BvS conhecemos a Mulher Maravilha e somos introduzidos ao Flash, Aquaman e Ciborgue. No final do filme, em Novembro de 2015, além de sermos deixados na esperança de um filme da Liga, temos também uma ponta do passado da Diana, onde ela diz que abandonou a humanidade por 100 anos, que seria mostrado em seu filme solo.

O próximo da fila é o Esquadrão Suicida que só foi criado, por Amanda Waller, devido à batalha de Metrópolis, em O Homem de Aço e a morte do Superman em BvS, como uma resposta à escalada das ameaças meta-humanas. O filme mantém muitas conexões, mostrando o Batman na ativa em Gotham, tal como no final do filme, onde Bruce se encontra com Waller para discutir as consequências da força-tarefa de supervilões, e Flash enfrentando o Capitão Bumerangue.

As refilmagens e o descaso de quem os coordenou ~ Geoff Johns no caso ~ fizeram com que esse filme bagunçasse a cronologia. Nos dossiês do Esquadrão, temos a data de 15 de Junho de 2016, quando eles teriam sido compilados. Porém, isso vai totalmente contra o plano de Zack, onde ele revelou que entre o final de Batman vs. Superman e sua Liga da Justiça, há um espaço de dois meses, sendo Dezembro de 2015 e Janeiro de 2016, não encaixando o filme em lugar algum, uma vez que durante a trama do filme de Ayer é esclarecido que o Superman ainda está morto.

O Superman ressuscita apenas em Fevereiro de 2016. Isso sem falar na cena de introdução ~ bizarra ~ da Arlequina, onde diz que ela foi cúmplice da morte do Robin, o que também não faz sentido, sendo que de acordo com Ayer, O Coringa tem dentes de metal, após matar o Robin, pois o Batman os quebrou, ou seja, isso acontece antes do Palhaço do Crime e a doutora Harleen Quinzel se conhecerem.

Mulher Maravilha se mantém coerente com a ideia de ser uma história de origem da personagem. O filme começa com Diana no museu do Louvre se lembrando de seu passado, logo após os eventos de Batman Vs. Superman. Como é uma história de origem, a vemos ser ingênua por certos momentos, mas isso tudo por ela estar em processo de se tornar a Diana que vimos anteriormente. Ao final da trama, em 1918, ela se exilou da humanidade por 100 anos, mantendo a cronologia da narrativa até BvS. A única alteração seria o visual do Ares, que se diferencia totalmente do visto nas duas versões da Liga da Justiça, mas não atrapalha a narrativa.

A temível Liga da Josstiça, embora mantenha a cronologia, ignora totalmente o tom de tudo o que veio antes, condenando o resto do DCEU. Nas cenas pós-créditos, há uma ponta para uma possível Legião do Mal, que estava nos planos originais do Zack, mas eventualmente isso não deu em lugar algum. De acordo com o Estúdio, O Homem de Aço e Batman Vs. Superman são cânones com esse e outros filmes do DCEU ~ mesmo o tom sendo água e óleo ~, mas a Liga da Justiça de Zack Snyder é algo, totalmente, separado de qualquer continuidade. ~ Vai entender essa gente. Não avisaram pra eles que pra ser comediante, tem que ter graça?

O que poderia ser aproveitado desse festival de horrores é o fato de que ela delimita onde o SnyderVerso e o DCEU se separam e onde os planos de Zack seriam continuados pelo seu corte. Nisso, as futuras e raras aparições de personagens da Liga no DCEU, seriam propositalmente canônicas com Liga da Josstiça.

Aquaman referencia, brevemente, os eventos da Liga da Justiça, mas o design do figurino, maquiagem e cabelo estavam diferentes para Mera e Arthur, em comparação ao que foi visto em Liga da Josstiça, mas isso é um detalhe que não importa para a trama. 

Mais tarde, a obra iria se distanciar, ainda mais, dos planos de Zack, uma vez que é estabelecido, em seu corte, que os pais de Mera morreram na guerra, em contraposto do filme de James Wan, que estabelece o Rei Nereus, seu pai, na trama. De forma semelhante, nos planos de Zack, o pai de Arthur iria ser morto pelos Atlantes e, ao final da Liga da Justiça, ao se encontrar com ele, presenciaria a tragédia, o que é referenciado no vídeo da (que seria) intro de cada episódio do Snyder Cut, através de uma urna funerária. A comunicação entre os Atlantes, na Liga da Justiça de Zack, ocorre através de sons, como o de golfinhos ou baleias, utilizando bolsões de ar para falarem na língua dos humanos. Mas, James Wan resolveu simplificar em seu corte fazendo eles apenas falarem debaixo da água, usando os bolsões de ar para falar em privacidade.

SHAZAM! faz referências ao Batman, Mulher Maravilha e Superman, tal como os eventos de O Homem de Aço, Batman vs. Superman e a, até então atual, Liga da Josstiça, assim como retrata esses personagens como ícones da cultura pop, tendo suas próprias action figures nos shoppings. Mas a real questão é que o filme se passa em 2018, então mesmo se, algum dia, fosse canônico, não faria parte, nem mesmo, da batalha final, pois se passariam dois anos depois. Se levarmos em consideração que Lois ficou grávida entre o final de Novembro e começo de Outubro de 2015, em Batman Vs. Superman e ao final da Liga da Justiça de Zack Snyder se passaram 3 meses, a gravidez da Lois se seguiria por mais 6 meses, resultando no momento em que ela é morta, quanto Flash volta no tempo e ela é salva por Bruce) e a batalha final contra Darkseid, isso seria mais ou menos em Julho de 2016.

O cameo do Superman ~ sem cabeça ~ no final do filme, mostra que o estúdio queria manter alguma conectividade, mas não sabia exatamente o que fazer com ela, ou como fazer, uma vez que na época Henry Cavill entrou em desacordo com o estúdio sobre sua participação. ~ É de se imaginar que ele não estivesse muito feliz depois do desastre que foi Liga da Josstiça.

Aves de Rapina é basicamente um filme da Arlequina se separando do Coringa, só que sem o Coringa estar presente. É relatada, superficialmente, a separação dos dois, sem nem mesmo mostrar o Coringa do Leto em lugar algum, apenas em uma animação na introdução, ou algum flashback sem mostrar o rosto. Quando aparecia, em animação ou em um desenho na parede, ele nem sequer se parece o Coringa interpretado por Jared Leto, resultado das críticas do público, quanto à aparência do personagem. Ao invés de fazer nova escalação de elenco ou reiniciar tudo, o estúdio estava determinado em manter a continuidade, fazendo várias referências ao Esquadrão Suicida, mas ao mesmo tempo fingindo que o Coringa de Leto nunca teve tatuagens, nem dentes de ferro e que, a partir daqui, não seria mais necessário.

Isso sem comentar, também, o fato de que a Arlequina não tinha motivo algum para se separar do Coringa, uma vez que ele era amável no corte teatral do Esquadrão Suicida. Esse é o primeiro filme do DCEU que não possui nenhuma datação, podendo colocar ele em qualquer lugar na continuidade. Por conta disso e da relação conturbada dos dois, que seria mostrada no Ayer Cut, esse projeto se encaixaria melhor entre Batman Vs. Superman e a Liga da Justiça de Zack Snyder, uma vez que Batman não está em Gotham,, durante os acontecimentos do longa.

Mulher Maravilha 1984 mexe em tantos conceitos já estabelecidos que torna inviável esse filme ser uma ponte entre o primeiro e sua aparição em Batman Vs. Superman. Indo desde o tom, personalidade, o arco do sacrifício do Steve e de se afastar da humanidade por 100 anos, sendo totalmente revisado com o retorno mágico dele e, dentre outros fatores, esse filme não se encaixa em lugar algum, além, é claro, de deixar ponte para o retorno da esquecível personagem Barbara Minerva, que em quase trinta anos, não parece ter dado as caras para uma revanche com a Diana.

O Esquadrão Suicida de James Gunn dá indicações sutis de que é uma sequência, mas por todo o resto do filme tem vergonha de assumir qualquer conexão com o primeiro. Tal qual como também ignora o fato de que, em Aves de Rapina, além de mostrar a Arlequina investindo em um negócio próprio (do qual não sabemos o que é), foi indicado também que o Capitão Bumerangue estivesse foragido. O filme menciona o Superman ter sido baleado pelo Sanguinário, mas não vemos isso acontecer e nem sabemos em qual momento isso teria acontecido, muito menos o próprio diretor sabe responder QUAL Superman seria esse. ~  Acredita nisso?

James Gunn mencionou, mais tarde, em um vídeo promocional nos extras, de que este filme é uma sequência da séries de quadrinhos original dos anos 80, mais do que qualquer outra ‘coisa’.

No Spin off do filme de Gunn, no último episódio da série do Pacificador, vemos a Liga da Justiça reunida, sendo xingada pelo Pacificador. Mas, apenas, o Flash e o Aquaman realmente mostram o rosto e trocam diálogos ~ sofríveis para dizer o mínimo ~, sobre o Aquaman ter fetiche com peixes. A Mulher Maravilha e o Superman aparecem, somente, como sombras no fundo. Além disso, nem o Ciborgue, nem o Batman aparecem.

Quando Gunn foi questionado o porquê destes dois não aparecerem em tela, ele apenas respondeu que ‘foi decisão do estúdio e que teria a ver com algo sobre o futuro’. ~ Tamanho descaso com os personagens!

Isso tudo, sem mencionar o cameo do Flash (Ezra Miller) no evento Crossover das Séries da CW, intitulado como “Crise nas Infinitas Terras”, que continua sem explicação, nem revela em qual momento aconteceu ou se é o Barry do Snyder ou o Barry do estúdio. É uma bagunça que não tem fim. ~ Sim, a série do Flash andou para que Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa e Doutor Estranho pudessem correr.

A Solução.

O DCEU chegou em um ponto em que se quisessem conectar tudo, deveria ter um planejamento de anos e mais alguns filmes só pra expor as possíveis conexões entre os antigos. Mas, na realidade, isso seria maçante e empregaria muito tempo e dinheiro (coisa que Zaslav já deixou claro que não irá gastar o que não é necessário).

Então, o que fazer? Rebootar tudo? Talvez. Mas isso também implicaria em estar disposto a perder uma das maiores minas de ouro da DC atualmente, o SnyderVerso, além de decepcionar fãs de projetos futuros como Adão Negro e The Flash. Nessa rua sem saída, para onde ir? Primeiramente, quem for assumir as decisões na DC Films, deve fazer o que a gestão anterior não teve coragem de fazer: delimitar onde um projeto começa e onde outro termina, definir quais projetos compartilham conexões reais e estabelecer um Multiverso claro e digno, dentro do DCEU

Há rumores que dizem que The Flash será um soft-reboot no DCEU (como Flashpoint), deixando tudo o que aconteceu para trás, mas sem se esquecer de certos eventos e personagens. Mas, se o DCEU todo reiniciar, o que acontece com o SnyderVerso, uma vez que o DCEU antigo se mistura com ele? Simples, “dai a Snyder o que é de Snyder” e separe seus projetos do resto do DCEU, assim como Matt Reeves está tendo o seu MattVerso, com o The Batman e seus spin-offs.

Eventualmente, o estúdio poderia unir todos os heróis dos vários Universos, em um evento Crise nas telonas. Vale lembrar que Zack referenciou a Crise Final em uma de suas postagens no Vero e disse que também gostaria de usar o Adão Negro em seus projetos, assim como The Flash usará o seu Batman. Isso geraria hype e união entre todas as fanbases da DC (SnyderVerso, BurtonVerso, etc), que sabemos que é o que mais falta. E então, daí sim, podem reiniciar todo o Universo DC nos cinemas, propriamente. O Multiverso é um ganho para todos!


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Jonathan Halfen

Vida longa ao Multiverso.

2 thoughts on “OPINIÃO | O Multiverso é a ÚNICA chave para o sucesso

  1. Concordo que a Warner poderia separar os filmes em Terras, para assim o grande público entender que o que hoje se configura em erros de continuidade ou “apenas” diferenças criativas que contradizem filmes anteriores terem uma melhor serventia. Uma vez cada coisa em sua respectiva Terra, apaga os furos de cronologia, pois Terras distintas podem permitir repetição de eventos com ajustes que levam para caminhos diferentes de uma Terra. Exemplo:
    João caiu no buraco da calçada indo para casa.
    João desviou do buraco da calçada indo para casa.
    João pulou para longe do buraco da calçada.
    João decidiu não voltar para casa.
    Infinitas possibilidades para acontecimentos serem similares com ajustes. E aí após seguir numa cronologia unica com a mescla das Terras ou dar continuidade para cada Terra de modo isolado umas das outras.

    1. Exatamente. É tão simples de ser feito, e ainda mais agora que Multiverso está super em alta, não há motivos para não fazer desse jeito. Realmente não há motivos plausíveis para não manter todas as interações canônicas, cada uma em seu respectivo quadrado, fazendo todo mundo feliz. É realmente muito simples.

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