O diretor participou do programa de rádio Preston & Steve, da WMMR
Zack Snyder participou do programa de rádio Preston & Steve, da WMMR. Onde conversou sobre The Last Photograph, seu novo longa-metragem que fará sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Durante a entrevista, o cineasta também falou sobre o processo independente de produção, suas escolhas de cinematografia, a preparação física dos atores e projetos como Liga da Justiça, Rebel Moon e Escape from New York.Snyder revelou estar especialmente empolgado com a chegada de The Last Photograph ao público após quase duas décadas de desenvolvimento. Para o diretor, a exibição em festivais representa uma etapa importante para um filme independente. Principalmente por permitir que a produção seja apresentada em um ambiente dedicado ao cinema.
O longa acompanha um ex-agente que parte em uma jornada para encontrar seus sobrinhos sequestrados, enquanto lida com temas como perda, culpa e redenção. Segundo Snyder, a história possui uma abordagem emocional e intensa, distante de uma simples narrativa de ação.
O cineasta também destacou a influência de grandes produções do passado sobre seu trabalho. Entre as referências está Apocalypse Now, cuja escala e força cinematográfica ajudaram a moldar sua visão para o projeto.
Snyder destaca trabalho como diretor e cinematógrafo
Um dos principais assuntos da entrevista foi a cinematografia de The Last Photograph. Snyder, que também assumiu a direção de fotografia do longa, explicou como essa função permite uma relação particularmente próxima com os atores e com a própria construção das cenas.
Para o diretor, estar diretamente envolvido na fotografia possibilita realizar ajustes em tempo real, trabalhando a iluminação, as câmeras e o enquadramento de acordo com aquilo que acontece diante das lentes.
Essa abordagem foi especialmente importante diante das condições enfrentadas durante as filmagens. A produção passou por locações desafiadoras, incluindo a Amazônia e as montanhas da Colômbia, o que exigiu soluções técnicas criativas por parte da equipe.
Snyder também comentou sobre os equipamentos utilizados no filme, incluindo câmeras Arri 265 e lentes personalizadas, além da utilização de lentes de formato médio. Segundo ele, essas escolhas contribuíram para criar uma imagem com maior profundidade e uma estética particularmente intensa.
A fotografia também acompanha a proposta mais íntima da narrativa. Em vez de utilizar a violência apenas como espetáculo, Snyder afirma que o filme procura explorar questões relacionadas à morte, à perda e à redenção, utilizando a ação como parte de uma reflexão maior sobre a natureza humana.
As condições remotas de algumas locações também obrigaram a equipe a improvisar soluções de iluminação, incluindo o uso de luzes magnéticas portáteis para manter o controle visual das cenas sem comprometer a mobilidade da produção.
Preparação física dos atores
Outro aspecto abordado foi a preparação física do elenco. Snyder explicou que o treinamento dos atores é uma parte importante de seus filmes, especialmente quando os personagens exigem uma forte presença física.
O diretor considera esse processo parte da construção da “mitologia” de seus personagens. Para ele, o condicionamento físico ajuda os intérpretes a transmitir credibilidade e a incorporar fisicamente os papéis.
Durante as filmagens, a equipe chegou a montar uma espécie de academia improvisada em um hotel, permitindo que os atores continuassem treinando mesmo longe de estruturas convencionais.
Liga da Justiça e a expansão de seus universos
Ademais, durante a conversa, Snyder também respondeu sobre Liga da Justiça e sobre as possibilidades de expansão de universos que criou ao longo da carreira.
O diretor relembrou algumas de suas ideias para histórias derivadas e possíveis produções ambientadas nesses mundos. Entre as possibilidades discutidas está uma abordagem mais ampla para explorar personagens e acontecimentos anteriores às histórias principais.
Snyder também fez uma comparação entre o universo de 300 e Game of Thrones, destacando como determinados mundos podem ser expandidos para além de uma única história e ganhar diferentes perspectivas e personagens.
O cineasta voltou ainda a falar sobre sua visão dos super-heróis como figuras essencialmente mitológicas. Para ele, essas histórias funcionam porque refletem questões universais relacionadas à condição humana, algo que considera fundamental para a permanência desses personagens na cultura popular.
Escape from New York, Rebel Moon e a liberdade criativa
Na parte final da entrevista, Snyder comentou sobre Escape from New York e a importância de preservar elementos essenciais de uma obra ao adaptá-la ou expandi-la.
Em suma, o diretor também defendeu a importância das versões de diretor, destacando que elas permitem recuperar aspectos que podem acabar ficando de fora das versões destinadas ao lançamento comercial.
Além disso, a conversa passou ainda por Rebel Moon e pela maneira como Snyder encara a ficção científica. O diretor reforçou a necessidade de construir mundos que tenham identidade própria e de preservar a autenticidade de sua visão durante o processo de produção.
Contudo, a música também apareceu na conversa. Snyder destacou a importância da colaboração com compositores como Hans Zimmer para estabelecer a atmosfera e a carga emocional de seus filmes.
Apesar de abordar temas técnicos e projetos ambiciosos, a entrevista manteve um tom descontraído, com Snyder compartilhando histórias sobre os bastidores e a relação de camaradagem existente entre os profissionais envolvidos em suas produções.
Agora, o próximo grande compromisso do cineasta é a estreia de The Last Photograph no Festival Internacional de Cinema de Toronto, onde apresentará o filme ao público após anos de desenvolvimento.
Assista a entrevista completa abaixo:
Portal Zack Snyder • BR: De fã para fã
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