Mais de uma década depois de redefinirem o som do Superman emO Homem de Aço, Zack Snyder e Hans Zimmer voltam a trabalhar juntos em The Last Photograph. Entre super-heróis, deuses, zumbis e novas histórias, a trajetória dos dois ajuda a explicar por que a estreia mundial do novo filme de Snyder no TIFF representa mais um capítulo especial de uma das parcerias criativas mais marcantes de sua carreira.
Quando The Last Photograph subir às telas do TIFF (Festival Internacional de Cinema de Toronto) neste domingo, 13 de setembro, o público verá o retorno de Zack Snyder a uma história que o cineasta carrega consigo há muitos anos. O novo longa representa uma mudança significativa depois das grandes produções que marcaram sua trajetória recente: não há super-heróis, mundos espaciais ou exércitos em guerra no centro da narrativa, mas uma jornada marcada por perda, trauma e sobrevivência. Ainda assim, existe um elemento que conecta esse novo capítulo a alguns dos momentos mais importantes da carreira de Snyder: Hans Zimmer estará novamente responsável pela música, ao lado de Steven Doar e Omer Benyamin.
A presença de Zimmer em The Last Photograph não é apenas mais um crédito em uma filmografia compartilhada. Pelo contrário, ela representa o mais recente capítulo de uma relação criativa que começou oficialmente em 2013, quando Snyder recebeu a missão de reinventar Superman para uma nova geração e Zimmer precisou enfrentar um desafio igualmente complexo: encontrar uma nova identidade musical para um personagem cuja imagem cinematográfica já estava profundamente associada à trilha inesquecível de John Williams.
O início de uma parceria que atravessou universos
Foi justamente nesse momento que os dois começaram a descobrir uma afinidade que continuaria aparecendo nos anos seguintes. Snyder não procurava simplesmente uma música grandiosa para acompanhar suas imagens. Sua visão para O Homem de Aço exigia uma identidade sonora capaz de traduzir a dimensão mitológica do personagem, mas sem esquecer sua humanidade. Clark Kent seria apresentado como alguém dividido entre dois mundos, um alienígena criado na Terra que precisava descobrir quem era antes de compreender aquilo que poderia se tornar.
Zimmer entendeu essa proposta antes mesmo de começar a escrever a música. Em entrevistas sobre o filme, o compositor explicou que preferiu ouvir Snyder contar a história e compreender sua visão antes de mergulhar diretamente no roteiro. Enquanto o diretor descrevia o universo que pretendia construir, as primeiras ideias musicais começaram a surgir. Assim, começava a se estabelecer algo fundamental para a parceria dos dois: a música não seria criada apenas para acompanhar uma sequência pronta, mas para nascer da própria interpretação de Snyder sobre seus personagens e seus mundos.
O som de um novo Superman
A trilha de O Homem de Aço começa estabelecendo imediatamente uma atmosfera diferente daquela associada às versões anteriores do personagem. Faixas como “Look to the Stars”, “Sent Here for a Reason”, “Goodbye My Son” e “Krypton’s Last” ajudam a construir a sensação de descoberta, pertencimento e perda que acompanha Clark Kent desde suas origens. Zimmer não estava interessado em recriar a tradicional fanfarra heroica de Superman. Em vez disso, sua música precisava acompanhar um personagem que ainda estava tentando descobrir o próprio lugar no mundo.
“Flight” e a descoberta da própria identidade
Essa construção encontra um de seus momentos mais importantes em “Flight”. A sequência em que Clark aprende finalmente a voar se tornou uma das imagens mais lembradas de O Homem de Aço, mas sua força está diretamente ligada à maneira como Snyder e Zimmer trabalham juntos. A câmera transforma aquele instante em uma descoberta visual, enquanto, ao mesmo tempo, a música acompanha o personagem, deixando de experimentar seus poderes para finalmente compreender aquilo que consegue fazer.
É uma diferença fundamental. “Flight” não funciona apenas como uma música de ação. A faixa acompanha uma transformação. Clark não está simplesmente voando; ele está aceitando sua identidade. Por isso, a música cresce com ele e, consequentemente, transforma um momento que poderia ser apenas uma demonstração de poderes em algo emocionalmente maior.
A ideia se completa em “What Are You Going to Do When You Are Not Saving the World?”, uma das peças mais importantes de toda a trilha. O próprio título parece resumir a pergunta central do Superman de Snyder. Quem é Clark Kent quando não está salvando o mundo? O que resta de um personagem considerado quase divino quando sua função heroica deixa de definir completamente sua existência?
Zimmer ajudou, portanto, a transformar essa dúvida em uma identidade musical que continuaria associada ao Superman de Henry Cavill muito depois do lançamento do filme. Essa talvez tenha sido a primeira grande demonstração daquilo que a colaboração entre Snyder e Zimmer conseguiria produzir. O diretor trabalhava com imagens monumentais e personagens maiores do que a vida, enquanto o compositor encontrava uma maneira de fazer essa escala soar humana.
A música de O Homem de Aço, portanto, não servia apenas para anunciar a chegada de um herói. Ela auxiliava o público a acompanhar o nascimento de um mito.
Quando o universo cresceu, a música cresceu junto
Três anos depois, Batman vs Superman: A Origem da Justiça levou essa relação a um novo nível. Snyder já não precisava apenas continuar a história de Superman. Agora, precisava construir um mundo capaz de receber Batman, Mulher-Maravilha e outros personagens da DC dentro da mesma realidade estabelecida em O Homem de Aço.
Zimmer retornou, mas encontrou um desafio diferente. Afinal, o compositor já havia ajudado a definir uma das interpretações mais importantes de Batman no cinema contemporâneo por meio da trilogia de Christopher Nolan. Criar uma nova identidade para Bruce Wayne significava, portanto, evitar repetir aquilo que já havia sido feito.
A solução veio através da parceria com Tom Holkenborg, o Junkie XL, que se juntou a Zimmer para construir uma linguagem musical completamente diferente para o Batman de Ben Affleck.
“Beautiful Lie” e o peso do Batman de Ben Affleck
A trilha começa com “Beautiful Lie”, uma faixa que já estabelece o peso emocional daquele Bruce Wayne. Em vez de apresentar imediatamente um vigilante ou um super-herói, Snyder e seus compositores começam pela tragédia que ajudou a definir o personagem. Dessa forma, a infância, a perda e o trauma se tornam parte da construção musical antes mesmo que Batman entre em ação.
Ao longo da trilha, faixas como “Do You Bleed?”, “Black and Blue” e “Men Are Still Good (The Batman Suite)” ajudam a apresentar um Bruce Wayne mais velho, endurecido e profundamente marcado pelas experiências que viveu. Era um Batman diferente daquele que Zimmer havia conhecido anteriormente e, justamente por isso, a música precisava refletir essa transformação.
Enquanto isso, Superman continuava carregando a identidade musical construída em O Homem de Aço. “The Red Capes Are Coming” ajuda a traduzir a tensão que domina a narrativa: para alguns, Superman representa esperança; para outros, representa uma ameaça impossível de controlar. Assim, a própria existência do personagem passou a ser vista por diferentes perspectivas, e a música acompanha essa ambiguidade.
“Is She With You?” e a chegada da Mulher-Maravilha
Foi também em Batman v Superman que Zimmer e Junkie XL ajudaram a apresentar uma das identidades musicais mais reconhecíveis do cinema de super-heróis moderno. Quando Diana Prince entra na batalha, “Is She With You?” muda completamente a energia da sequência. A combinação de guitarras, percussão e elementos agressivos transforma a chegada da personagem em um acontecimento.
Antes mesmo de a Mulher-Maravilha ganhar seu filme solo, sua música já havia ajudado a definir quem ela era. Esse é, aliás, um dos melhores exemplos da maneira como a colaboração entre Snyder e Zimmer funcionava. O diretor construía a imagem de um personagem e, em seguida, a música completava sua apresentação.
A Mulher-Maravilha não precisava explicar sua importância. Bastava entrar em cena.
Uma identidade que continuou viva no Snyderverso
A trajetória do Snyderverso passou por mudanças profundas depois de Batman v Superman, especialmente durante a produção de Liga da Justiça. Zimmer não retornou para compor uma nova trilha para o filme e, consequentemente, a versão lançada nos cinemas em 2017 acabou seguindo uma direção musical diferente. Quando Zack Snyder’s Justice League foi finalmente concluído e lançado em 2021, Tom Holkenborg voltou ao projeto para criar uma trilha inteiramente nova.
Os temas que permaneceram além dos filmes
Ainda assim, o trabalho de Zimmer continuava presente na identidade daquele universo. Os temas desenvolvidos para Superman e a linguagem musical construída ao lado de Junkie XL em Batman v Superman haviam se tornado parte da memória emocional dos personagens.
O Superman de Henry Cavill já possuía um som. A Mulher-Maravilha também. Dessa maneira, a música criada nos primeiros filmes continuava funcionando como uma espécie de DNA sonoro do universo de Snyder.
Isso demonstra algo importante sobre a parceria entre Snyder e Zimmer. Sua colaboração não ficou limitada aos créditos de dois filmes. Pelo contrário, as ideias desenvolvidas em O Homem de Aço e Batman v Superman continuaram influenciando a maneira como aquele universo era percebido.
Zimmer ajudou, assim, a criar uma memória musical que sobreviveu aos próprios filmes.
Do Snyderverso da DC ao Armyverso
Quando Zack Snyder deixou a DC para desenvolver novos projetos, sua colaboração com Zimmer também encontrou outros caminhos. Army of the Dead: Invasão em Las Vegas inaugurou um universo completamente diferente, combinando terror, ação, ficção científica e filmes de assalto na cidade do pecado tomada por mortos-vivos.
A trilha do primeiro filme ficou sob responsabilidade de Junkie XL. No entanto, Zimmer voltaria ao universo criado por Snyder em seu primeiro grande derivado.
Hans Zimmer entra no universo de Army of Thieves
Em Army of Thieves (Exército de Ladrões: Invasão da Europa), Matthias Schweighöfer assumiu a direção e retornou como Ludwig Dieter, enquanto Snyder permaneceu envolvido como produtor e responsável pela história. Zimmer trabalhou ao lado de Steve Mazzaro na composição, ajudando a criar uma identidade completamente diferente daquela associada aos super-heróis da DC.
Faixas como “Army of Thieves”, “The Test”, “Hans Wagner”, “A Life Less Ordinary”, “Safecracker Extraordinaire” e “Ludwig Dieter” acompanham um filme mais aventureiro e leve, construído em torno de cofres, golpes e personagens que ainda não imaginavam a dimensão do apocalipse que aconteceria ao redor deles.
A participação de Zimmer em Army of Thieves é importante justamente porque demonstra que sua relação profissional com Snyder não dependia mais exclusivamente de o cineasta estar atrás da câmera. Além disso, o compositor passou a colaborar também com os universos que Snyder criava e desenvolvia.
Quando os deuses entraram em cena
Essa relação encontraria uma nova dimensão em Twilight of the Gods (Crepúsculo dos Deuses). Se Army of Thieves levou Zimmer para o universo dos zumbis de Snyder, a animação criada por Zack Snyder, Jay Oliva e Eric Carrasco levou a parceria diretamente para a mitologia nórdica.
Dessa vez, Zimmer trabalhou ao lado de Steven Doar e Omer Benyamin, os mesmos colaboradores que agora retornam com ele em The Last Photograph. A conexão entre os projetos ajuda, portanto, a entender que a relação criativa não envolve apenas Snyder e Zimmer como dois nomes isolados, mas também uma equipe de artistas que passou a se encontrar em diferentes momentos da trajetória do cineasta.
O som de Valhalla
A trilha de Twilight of the Gods mergulha em uma sonoridade construída para acompanhar deuses, gigantes e guerreiros. Faixas como “Twilight of the Gods”, “Valhalla”, “When Asgard Is Torn Asunder”, “Fafnir’s Orchard”, “Weapons for Souls” e “Valkyrie’s Prayer” já revelam, pelos próprios títulos, a dimensão mitológica que Snyder buscava para a série.
O processo criativo também parece resumir bem a liberdade que o diretor oferece aos compositores. Ao apresentar sua visão para a equipe musical, Snyder teria lançado um desafio que se tornou particularmente simbólico para o projeto: não havia como ser estranho demais. Era, portanto, um convite para ultrapassar os limites tradicionais e procurar algo que soasse tão incomum quanto o mundo que ele pretendia construir.
Mais uma vez, a música não funcionava como um simples acompanhamento. Pelo contrário, ela ajudava a construir o próprio universo.
Da mitologia de Snyder à história mais pessoal
É justamente depois de Twilight of the Gods que a parceria entre Snyder e Zimmer ganha um novo significado. Ao longo dos anos, os dois passaram por diferentes escalas e gêneros, mas sempre encontraram uma maneira de transformar a identidade visual de Snyder em uma experiência musical própria.
Em O Homem de Aço, isso significava encontrar o som de um alienígena tentando descobrir sua humanidade. Em Batman v Superman, era necessário traduzir o conflito entre figuras quase míticas e um mundo cada vez mais desconfiado delas. Já em Army of Thieves, a música acompanhava uma aventura mais leve dentro de um universo marcado pelo apocalipse.
Em Twilight of the Gods, a escala aumentou novamente. Deuses, gigantes, guerreiros e criaturas mitológicas exigiam uma trilha capaz de acompanhar um mundo construído a partir do excesso, da violência e da fantasia.
Agora, porém, Snyder parece querer fazer o movimento contrário.
Em vez de ampliar ainda mais o universo, The Last Photograph reduz a escala e aproxima a câmera dos personagens. Ao contrário de perguntar como soam deuses ou super-heróis, o filme parece interessado em descobrir como soa alguém tentando sobreviver às próprias perdas.
É nesse ponto que a presença de Zimmer se torna especialmente interessante. A parceria que nasceu para encontrar o som de um Superman renascido agora precisa encontrar a música de uma história muito mais íntima.
E então chega The Last Photograph
Depois de Superman, Batman, Mulher-Maravilha, zumbis, ladrões de cofres e deuses nórdicos, Zack Snyder está prestes a apresentar um dos projetos mais pessoais de sua carreira.
The Last Photograph representa uma mudança importante de escala, mas talvez não de ambição. A história acompanha Ethan Black, um ex-agente da DEA que embarca em uma jornada pelas montanhas da América do Sul em busca de seus sobrinhos desaparecidos. Para ajudá-lo, ele conta com Joe Wallace, um fotógrafo de guerra marcado pelas próprias experiências.
É uma história de perda, trauma e sobrevivência. Além disso, pela primeira vez em muitos anos, Snyder parece voltar a trabalhar em uma escala mais próxima de suas raízes como cineasta independente.
Um filme sobre imagens, memória e aquilo que permanece
O próprio diretor também assume a direção de fotografia, criando uma relação particularmente interessante com o título do filme. The Last Photograph é uma história sobre imagens, memória e aquilo que permanece depois que algo desaparece. Snyder não apenas dirige essa narrativa: ele também escolhe como o público irá enxergá-la.
E, mais uma vez, Hans Zimmer está presente para definir como ela será sentida.
A trilha de The Last Photograph é assinada por Hans Zimmer, Steven Doar e Omer Benyamin, reunindo novamente uma equipe que já havia colaborado com o universo criativo de Snyder em Twilight of the Gods. Até agora, porém, uma tracklist oficial completa do filme ainda não foi divulgada. Só tivemos um pequena vislumbre dessa sonoridade no trailer divulgado pelo diretor em agosto.
Essa ausência, no entanto, torna a estreia no TIFF ainda mais interessante.
Como será a nova musicalidade entre Zack Snyder e Hans Zimmer?
Ao longo dos últimos treze anos, o público aprendeu a associar determinados sons a determinados momentos da filmografia de Snyder. “Flight” imediatamente remete à ascensão de Superman. “Beautiful Lie” transporta o espectador para o trauma que moldou Bruce Wayne. “Is She With You?” anuncia a chegada da Mulher-Maravilha. Enquanto isso, “Valhalla” leva diretamente ao universo mitológico de Twilight of the Gods.
Mas qual será a música de The Last Photograph?
Qual será a nova identidade sonora criada para um universo que não possui deuses, super-heróis ou monstros?
Ainda assim, a resposta começa realmente a ser descoberta neste domingo.
Uma parceria construída para transformar imagens em memória
Talvez seja justamente essa a característica que explica por que a colaboração entre Zack Snyder e Hans Zimmer continua sendo tão interessante após tantos anos. Os dois trabalham com linguagens diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecem buscar algo semelhante.
Snyder transforma histórias em imagens que permanecem na memória. Zimmer, por sua vez, encontra sons capazes de fazer essas imagens continuarem existindo mesmo depois que a tela fica escura.
Quando uma trilha se torna parte da memória
É por isso que “Flight” não é apenas uma faixa de trilha sonora. Ela se tornou parte da memória de O Homem de Aço. Da mesma forma, “Is She With You?” não é apenas música de fundo para uma sequência de ação; tornou-se parte da própria identidade cinematográfica da Mulher-Maravilha.
O mesmo acontece com as composições criadas para os diferentes universos pelos quais Snyder passou ao longo dos anos. Em outras palavras, a música deixa de existir apenas como acompanhamento e passa a se tornar parte da experiência que o público guarda daqueles personagens.
Em The Last Photograph, essa relação pode assumir uma dimensão ainda mais pessoal. Após trabalhar juntos para fazer o público olhar para o céu com Superman, testemunhar a queda de heróis em Batman v Superman, acompanhar ladrões em meio ao caos do Armyverso e mergulhar em Valhalla, Snyder e Zimmer agora parecem voltar seus olhos para uma história muito mais humana.
Talvez seja justamente por isso que o novo encontro dos dois seja tão significativo.
Do som dos deuses ao som de um homem
A parceria já provou que consegue criar o som de deuses. Agora, porém, ela terá a oportunidade de encontrar o som de um homem carregando tudo aquilo que perdeu.
E talvez seja justamente nessa mudança de escala que esteja uma das maiores expectativas em torno de The Last Photograph.
A próxima música começa em Toronto
Neste domingo, The Last Photograph fará sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto, inaugurando mais um capítulo na carreira de Zack Snyder e em sua longa relação criativa com Hans Zimmer.
Mais de uma década separa aquele primeiro encontro para discutir O Homem de Aço deste novo filme. Nesse intervalo, os dois passaram por alguns dos maiores universos da cultura pop contemporânea e ajudaram a construir identidades musicais que continuam sendo reconhecidas pelo público.
De “Look to the Stars” até uma nova história
De “Look to the Stars” e “Flight” à tragédia de “Beautiful Lie” e à energia de “Is She With You?”. Dos cofres de “Army of Thieves” aos salões de “Valhalla”.
Agora, porém, existe uma nova história. E, por enquanto, um novo som ainda espera para ser descoberto.
Talvez essa seja a melhor forma de chegar a The Last Photograph: lembrando que, antes de cada grande imagem de Zack Snyder, existe uma pergunta sobre como ela deve ser sentida. Ao longo de treze anos, Hans Zimmer ajudou a responder muitas delas.
Neste domingo, em Toronto, os dois apresentam a próxima resposta.
E talvez, quando a sessão terminar, o público saia do cinema com uma nova imagem gravada na memória. Ou, como aconteceu tantas vezes antes na trajetória dessa parceria, com uma nova música impossível de esquecer.
De O Homem de Aço a The Last Photograph, a visão continuou mudando. A música também. Mas a conversa entre Zack Snyder e Hans Zimmer nunca terminou.
Portal Zack Snyder • BR: De fã para fã
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